Tudo que Deus criou ... foi pensando em você!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nunca é tarde para aproveitar as Oportunidades...

Nesses caminhos pela busca de evolução, pelo autoconhecimento... tem tempos em que... trabalhamos, trabalhamos... e parece que nada acontece... e tem outros tempos onde a transformação é muito visível...


A nossa mudança diante das coisas é muito perceptível... e as coisas a serem trabalhadas e liberadas se manifestam em grande quantidade.... É como se tivéssemos terminado um ciclo e nos preparássemos para o início de outro... e nesse intervalo... um pouco antes do final e um pouco depois do início... existe muito movimento...


E parece que, pelo momento que estamos passando, as coisas agora vão ficar cada vez mais movimentadas... e é hora de arregaçar as mangas e aproveitar as oportunidades...

E sempre que existe um final... existe um novo início... e esse tempo é muito rico e em termos de possibilidades de liberação do velho e de acessar o novo.


Cada um na sua história pessoal também pode sentir essas oportunidades de mudança, efervescendo... e nos puxando para a evolução...



E tudo que não condiz com a vibração do novo tempo... pede por transformação...

Parece que antes andávamos por uma estradinha de uma pequena cidade do interior, quase sem movimento... e, agora, transitamos em rodovias super movimentadas de grandes cidades...

E por que não aceitar o nosso momento e aproveitar toda a riqueza que ele nos oferece?



Tudo que nos chega... é porque damos conta... e é melhor olhar de frente e trabalhar naquilo para liberar o que for preciso do que jogar mais uma vez para debaixo do tapete...


Acho que do jeito que as coisas vão, não vai ter nem mais tapete para escondermos nosso lado sombra... Tudo vai se revelar, de uma forma ou de outra...


Por que não cooperar com esse processo e agradecer pela oportunidade de estarmos aqui em uma época tão especial? 

Estar vivenciando nessa época é um presente e... se soubermos aproveitar, vamos finalmente colher todas as coisas boas...


Por mais movimentado que esteja esse processo de transformação, com tantas coisas vindo à tona... sempre podemos escolher passar por isso, como se ainda estivéssemos passando por aquela pequena e tranqüila estradinha do interior... podemos passar por tudo sem nos deixar levar pelo que estamos passando.

Para isso é só buscar o centro... acessar aquele espaço de silêncio e tranqüilidade que está dentro de cada um de nós... sempre disponível... onde nada nos afeta.

Sei que às vezes não é fácil... quando alguma memória vem à tona e nos movimenta tanto, parece que aquilo é tão real que sentimos até nos ossos... porque quando essas memórias vêm e nos levam a reagir movidos por elas, parece que quem reage é aquela parte em nos que passou pelo que originou o medo... revivemos tão nitidamente a experiência que nem nos reconhecemos ali...

Nessa hora, antes de nos deixarmos levar pelo medo... ou melhor, pela memória dele... podemos sempre nos afastar e de uma distância mais confortável e lembrarmos que o que está nos movendo é só uma ilusão e não algo real que nos ameace realmente... e a partir daí, buscar o centro...

Existem muitas técnicas disponíveis para isso. A respiração, meditação... músicas... enfim... cada um tem uma sintonia com algo que o leva para você mesmo, porque é o que temos, sem resistir e buscando ver que onde vemos obstáculos sempre existem oportunidades...

sábado, 30 de outubro de 2010

Rumos que devemos buscar na Vida com confiança

Muito do nosso aprendizado se dá no dia-a-dia... nas coisas que observamos... nos movimentos externos e internos e, se estamos dispostos a crescer, o nosso dia nos traz todo material que precisamos para isso... em sincronicidades... em sentimentos... encontros inesperados e em muitas outras maneiras que a vida tem para nos facilitar nesse caminho do autoconhecimento.

Grande parte desse aprendizado gira em torno do desapego a coisas que enchem nossos armários, internos e externos... Nos armários externos guardamos coisas e coisas... e mais coisas... dentro de nós guardamos memórias... que geram muitas coisas...
Um grande banco de memórias que, da maior parte, nem temos consciência, mas que ocupam espaços e ditam nossa reação à vida dia após dias.

Guardamos tantas coisas... dentro e fora, porque não confiamos no presente...

Claro que nos nossos armários externos buscamos guardar coisas que "acreditamos" ser boas e úteis... mas essa boa intenção nos faz acumular muitas coisas...
Mesmo que não tenham utilidade hoje, com certeza terão alguma serventia no futuro... pensamos... Ou então, são tão bonitas que não conseguimos nos desfazer delas... Outras ainda nos lembram situações ou pessoas... enfim guardamos muitas coisas por apego ao que passou ou apego ao futuro onde poderão ser úteis... Mas, quantas dessas coisas que guardamos são realmente úteis no nosso presente e quanta coisa está só ocupando espaço...

Nas memórias, então... guardamos experiências boas para tentar repetir no futuro... experiências ruins para tentar evitar no futuro... guardamos o passado para servir de modelo, e o que acontece é que, esses modelos velhos e ultrapassados continuam determinando a nossa reação ao presente... continuam nos impedindo de viver o "aqui e agora" em sintonia com a nossa vida...

Limpar as memórias... e arrumar armários pode ser um grande exercício de desapego... e é incrível que quando limpamos dentro, fica muito mais fácil nos desapegar de muitas coisas que estavam só ocupando espaço nas nossas vidas....

Guardamos coisas para o futuro porque não confiamos no presente... não confiamos que tudo que precisamos nos chega, sem esforço quando estamos no "aqui e agora"
Esquecemos que não precisamos acumular coisas... nem memórias... para garantir o futuro, porque nossas necessidades futuras não serão preenchidas pelo passado.

O apego ao passado... ao conhecido... não nos deixa receber o fluxo abundante, de todas as coisas boas, que estão sempre disponível no eterno "presente" . Coisas que podem ser muito diferentes daquelas que guardamos... e que estamos apegados a elas... mas com certeza é o que precisamos a cada momento...

Se estamos apegados ao passado, seja em objetos ou em soluções nunca saberemos que existem coisas que podem nos surprender por serem perfeitas ao nosso momento.

Às vezes, coisas simples... onde buscávamos o complicado, é que vão nos fazer felizes...
Outras vezes do inesperado é que chegam as soluções que nos surpreendem pelos caminhos que percorreram para chegar até nós... Caminhos que se tentássemos criar com nosso conhecimento acumulado e guardado... jamais conseguiríamos.

Mas a vida está batendo à nossa porta, pronta para entrar... a cada dia... e sempre é hora de limpar os armários... e as memórias, e abrir a porta para o fluxo abundante da felicidade... que é nosso direito divino...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quando nem tudo é como a gente quer...

Sempre quando as coisas me desagradam, repito essa frase para eu mesmo, porque aprendi que precisamos trabalhar em nós o contentamento. Precisamos aprender a aceitar as coisas e as pessoas como elas são, sem muitas cobranças, sem muitas expectativas, tentando manter a auto-estima quando ouvimos um não e, ao mesmo tempo, sabendo nos preservar quando é hora de ir embora.
Tudo uma questão de bom senso e de maturidade.

Hoje acho que o tempo pode, sim, correr a nosso favor, e não trocaria por nada deste mundo os meus tantos anos pelo meu tempo na juventude. Acho que cada ano que se passou trouxe uma quantidade enorme de aprendizado, de purificação espiritual e de aprimoramento.

Quando era mais jovem não sabia esperar, não sabia permitir a ação inexorável do tempo. Queria que as coisas acontecessem do meu jeito e sofri demais por conta disso. Mas achava que sofria por amor, pelas pessoas, pelo descaso de alguns, pela falta de entendimento com outros... Quando, na verdade, sofria por eu mesmo e por não compreender que de fato nem tudo é como a gente quer.

Pensando nisso, lembrei de São Francisco, ser de grande luz, que ensinou o amor e o desapego, patrono dos animais que agora também foi convocado para defender o meio ambiente... Aliás, nada mais natural para aquele que ensinou o respeito e o amor por tudo o que estava à sua volta. Ser tão iluminado que perdeu a noção do eu egoísta e assumiu o compromisso espiritual com o nosso eu generoso.

São Francisco para mim é o exemplo do contentamento, da aceitação das diferenças, da importância de dar amor, mesmo quando somos incompreendidos. Sinto que podemos tentar fazer isso, mesmo sem sermos santos... Podemos tentar começar essa tarefa de aceitação amorosa compreendendo aqueles que fazem parte do nosso círculo familiar. Mas concordo que pode ser difícil, não é amigo?

Sei que pode... Justamente porque é na família que encontramos nossos mais queridos companheiros e nossos mais complicados desafios kármicos, porém, lembrando que tudo isso acontece na energia do amor, que ora pode faltar, ora pode nos completar.

E já que nem tudo é como a gente quer, por que não abrir a visão e encontrar coisas que nos agradam, mesmo naquilo que temos que aceitar? Pois pode ser que justamente nesse mergulho para encontrar o bem, sejamos recompensados!

Imagino que não foi muito fácil São Francisco arrumar coragem para sair do seu mundinho e expandir sua luz. Penso que ele teve que ter um grande impulso para largar suas roupas, sua história, dinheiro, costumes de família e seguir a voz interior. Com certeza, ele percebeu que não poderia mais ser conivente com coisas e situações que agrediam sua fé e compaixão.

Trazendo esse exemplo para nossa vida, podemos perceber que em alguns momentos precisamos ser fortes para romper e, em outros, temos que ser ainda mais fortes para aceitar. O que não podemos é fechar os olhos para as experiências da vida quando já estamos prontos para aprender com os desafios. 

Acontecerão momentos que o certo será dizer não, e outros que o correto será ter humildade para dizer sim.


Boa sorte para nós...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A última e a primeira palavra

Com certeza, a vida não vem pronta. O tempo todo podemos interagir com as coisas à nossa volta. Podemos agir mal e podemos agir bem. Podemos nos magoar com as coisas que as pessoas nos fazem e podemos ter uma luz nesse momento, e entender que a pessoa está com problemas, e relevar atitudes grosseiras. Mas, se por acaso, estamos tristes, meio depressivos, ou confusos, uma pequena discussão pode ter enormes repercussões.

Conheci várias pessoas que romperam com a família, com um relacionamento, por conta de um mal entendido e, depois do fato consumado, não conseguiu voltar atrás. Pois é, amigo leitor, podemos piorar ou entender as coisas. Claro que em alguns momentos precisamos colocar limites, dizer o que pensamos, mas em outros momentos se percebemos que está acontecendo um engano da parte do outro, é preciso ter paciência e deixar aquilo passar.

Na eleição de 2010, no  primeiro turno, durante a votação, observei uma cena insólita. Estava trabalhando  como presidente de seção de voto em um colégio de Lorena, fiquei observando as pessoas, casais de mãos dadas, senhoras de idade acompanhadas pelos filhos, gente jovem conversando animadamente, enfim, uma multidão passou pelo andar onde trabalhei, mas o que me chocou foi ver na hora em que estava saindo para almoçar, um homem que quase atropelou um passante sair do carro e xingar o outro de forma descabida. Ele parou o carro, desceu e começou a insultar o homem que ele quase atropelou. O outro é claro que revidou, e o desfile de impropérios foi crescendo, sem que nem um nem o outro se desse por satisfeito. Cada um queria ter a palavra final, então, quando um falava uma bobagem o outro respondia.

Apenas quando eles se distanciaram e não podiam mais se ouvir é que a briga serenou. Como eu estava perto do carro, fiquei vendo o agressor entrar totalmente desarmonizado. Um verdadeiro show de horrores. As outras pessoas que estavam por perto ficaram de boca aberta com o ocorrido e, por coincidência, os guardas naquele momento tinham se afastado para ajudar um cadeirante.

Fiquei imaginando que aquele homem tinha que agradecer a Deus por não ter atropelado alguém, pois o outro poderia ter se ferido, ou até morrido, mas não... No auge do estresse ele gritou, agrediu, insultou.

Pensei que muitas vezes somos convidados a agir mal. Algumas situações tiram a gente do sério e se não nos cuidamos podemos fazer algo semelhante. Podemos reagir muito mal a algo externo, mas, com certeza, fazemos isso quando estamos afastados das orações, quando estamos preocupados com coisas para resolver, ou quando estamos com raiva reprimida e aquilo se torna o estopim da bomba emocional.

Por isso que precisamos da prática espiritual, precisamos meditar, participar dos grupos, trocar energia e, quando necessário,  fazer terapia. Precisamos nos expor para alguém, trocar sentimentos, aprender a ouvir o que as pessoas pensam sobre nós. Guardar sentimentos, reprimir emoções faz muito mal, e quando menos esperamos, podemos ser surpreendidos soltando uma explosão de atitudes grosseiras, palavras duras para o mundo à nossa volta. São fatos e situações que poderíamos evitar se estivéssemos em harmonia. Acho que a última e a primeira palavra deveria ser paciência.
 

 

sábado, 9 de outubro de 2010

Começa em cada um...

Para sermos felizes, precisamos amar. 

Em primeiro lugar, a nós mesmos, procurando resolver as inquietações interiores, tentando compreender o porquê das tristezas que assomam sem que pareçam ter alguma ligação com a nossa realidade, enfim, nos aceitando. 


Parece uma receita fácil, mas sabemos que não é. Exige que deixemos um pouco de lado a rigidez e as exigências de perfeição, pois sem isto, viveremos sempre a nos julgar culpados e inadequados. Dizendo isto, não penso que devamos ignorar nossos erros, mas acho que é necessário que nos perdoemos e usemos a energia do amor para nos modificarmos, andando sempre pra frente.

Em seguida, e só nesta ordem, podemos começar a amar o outro. Aquele que é parecido conosco em essência, mas que na verdade é tão diferente de nós também. Normalmente, com o mesmo peso que usamos para nos julgar, analisamos os erros dos demais. Se nos perdoamos, mesmo que em meio à tristeza de termos mais uma vez errado, também conseguimos relegar e aceitar o outro com suas fraquezas.

Amar o que fazemos é fundamental! Pois tudo que é feito com amor dá bons frutos, é valoroso, tem mais chance de ser apreciado. Seja o que for que estivermos fazendo naquele momento mágico chamado presente, que seja feito de forma amorosa, como se estivéssemos trabalhando para Deus, pois na verdade Ele está em cada pessoa em torno de nós. Desta forma, se não tivermos recompensa financeira pelo feito, a alegria e o bem-estar que sentiremos logo após serão nossas e estaremos muito bem pagos.

Amar a Natureza, que é nossa casa, da qual dependemos e com a qual interagimos constantemente. Somos parte dela, estamos nela e ela em nós. O que fizermos de mal a ela, na verdade estaremos fazendo a nós mesmos.

Imaginem comigo um mundo - que já se anuncia - em que se vivesse assim. Que paraíso, que lugar harmonioso, alegre, feliz! Para isto precisamos nos preparar e ajudar nossos filhos e amigos também, todos aqueles aos quais tivermos acesso. Começando sempre por nos curar.

De dentro, pra fora, construiremos um ambiente pacífico, amoroso e equilibrado. Este sentido de caminhar precisa ser obedecido. Ou os resultados não serão eficazes. 

Só podemos dar o que temos e refletiremos, em torno, exatamente o que somos. As máscaras sociais, embora muitas vezes necessárias, são precárias e caem a todo instante. Busquemos nos fortalecer através do autoconhecimento, da busca de nossa essência, pois ela nos mostrará sempre o caminho mais adequado para cada um de nós.

Guardemos energia, no dia-a-dia, para este trabalho de questionamento íntimo, de busca de respostas interiores, de meditação, de silenciar e escutar uma voz que só nos fala quando estamos quietos e serenados, relaxados.

Para que corrermos tanto, nos estressarmos, buscarmos possuir coisas que logo, em pouco tempo, se desfarão, pois não passam de ilusão?
Que ao nascer de um novo dia, sempre pensemos primeiro em nos ligarmos ao Eu interior, a Deus, pedindo-Lhe que nos assista em todos os instantes que virão e que, em cada momento de intervalo, no trabalho, nas filas, enquanto dirigimos, façamos novamente este movimento, fortalecendo a união com o divino em nós, nos equilibrando e afastando o medo e as dúvidas. 

Assim, substituiremos a frustração por um entendimento maior, que não se abala com problemas pequenos, mas insere-os num contexto mais amplo, aceita e espera...

Enfim, temos em nós as respostas, se as procurarmos com dedicação e temos também a força para recomeçar sempre. Este amor que é a vida em nós precisa se expressar... É preciso fazer pulsar e distribuir este afeto, para que o mundo se torne o local bonito que pode ser, onde todos nos respeitaremos e nos perdoaremos como o fazemos com nós mesmos.

Já podemos viver assim. Precisamos tentar e perseverar e tudo o mais se arrumará em torno da cada um de nós.

Equilíbrio

Há muito já sabemos que o desequilíbrio tem origens profundas em nosso espiritualismo, mas geralmente só conseguimos perceber isto quando as doenças físicas ou relativas a alma já se encontram instaladas.

Os problemas emocionais não resolvidos acabam por criar padrões negativos em nossa mente, levando-nos ao medo, à insegurança e a uma expectativa sempre voltada para acontecimentos ruins.

O resultado disto acaba se refletindo, invariavelmente, no funcionamento de nosso corpo. Se a mente tem tal poder, podemos, de maneira consciente, tentar modificar este padrão. O primeiro passo é observar o modelo usual de pensamentos que costuma prevalecer em nós.

Só o exercício de observação permanente sobre nossa própria mente nos permitirá perceber como ela atua, e refletir sobre as razões de cada conceito negativo que cultivamos. A resposta se encontra em nosso interior e de nada adiantará procurá-la do lado de fora.

O equilíbrio emocional é resultado de uma ação consciente e não será alcançado se não nos esforçarmos diariamente na busca deste objetivo.

Quanto mais desejosos estivermos de paz e serenidade, maiores serão as chances de que possamos vivenciá-las, pois a vontade é o motor essencial para se alcançar este estado. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tentei e Errei, mas não desisti de tentar ...

O blog Tentei e Errei, mas não desisti de tentar ... sempre busca passar algo importante para seus leitores que, de alguma forma, possa trazer esperança, discernimento e apoio na caminhada evolutiva, permitindo uma reflexão serena acerca de fatos concretos que muitas vezes a grande mídia reluta em publicar ou deixa em segundo plano. Graças à permanente e preciosa presença de Deus, humildemente e com respeito, compartilhamos a informação e a verdade que cada dia mais a todos libertam, permitindo atuar em nossas vidas da forma mais harmoniosa e correta, encontrando nosso rumo a partir de nosso próprio centro, daquela centelha divina que habita em nosso ser e que tudo sabe.


Abraços fraternais.

Eduardo Januzelli 

domingo, 26 de setembro de 2010

A Difícil Arte de Ser Justo

O dito popular informa "que o bom julgador por si julga o outro". Verdade que se encontra inserida no profundo significado desta frase, que revela o quanto projetamos no outrem aquilo que temos em nós mesmos ainda não resolvido.
 
Na atualidade, os discursos políticos estão "recheados" de críticas, desde as mais sutis às mais destrutivas. A contundência verbal tem sido a marca da disputa pelo poder. Os comentários e avaliações maliciosas - a maledicência - os dardos venenosos lançados em direção às suas vítimas.
 
Pessoas que se consideram detentoras da verdade absoluta, julgam sem conhecimento de causa. Outras lavam as mãos como Pôncio Pilatos, calando-se diante das injustiças. Poucos percebem que a crítica destrutiva, o comentário maldoso e o julgamento irresponsável são geradores de injustiça, que por si só, é a essência do mal que reside em nós mesmos.
 
É mais fácil tecer um comentário malicioso ou denegrir a imagem do próximo, do que fazer um elogio sincero ou praticar caridade fazendo "o bem sem olhar a quem...".
 
É mais fácil fazer fuxico alimentado pela energia da inveja que corrói, do que dar um acolhedor e fraterno abraço, alimentado pelo amor que constrói.
 
"Não julgueis para não serdes julgado", é o alerta crístico a todos os seres inteligentes dotados de excepcional capacidade de expansão consciencial. Capacidade que subestimamos por nos encontrarmos, muitas vezes, nos papéis de vítimas ou de julgadores, ainda influenciados pela energia de vidas passadas. E esse envolvimento na energia dos sentimentos de injustiça ou de prepotência, paralisa por tempo indeterminado o fluir de nossa inerente capacidade de evolução espiritual.
 
"Lavar as mãos" ou "julgar sumariamente", são gestos que se repetem entre os homens desde tempos imemoriais, quando a luta pela sobrevivência ou a disputa pelo poder, gerou a "cultura da injustiça" baseada na lei do mais forte, onde as estratégias de conquista eram planejadas a ferro, sangue e fogo.
 
A cultura da injustiça, sutilmente disseminada na sociedade contemporânea, perdeu a sua força e truculência dos velhos tempos das sangrentas disputas pela "verdade" religiosa e pelo poder. Porém, não perdeu a violência praticada através da ação disfarçada ou da palavra que fere.
 
A trajetória do homem é repleta de fatos ou situações em que a mentira preponderou sobre a verdade. Contudo, somos o que fomos, e essa é a nossa verdade.
 
Portanto, a partir dessa verdade histórica, libertar-se de hábitos culturais retrógrados associado à violência implícita ou explícita, é um dos principais desafios do homem do terceiro milênio. Muitas vezes, lavamos as mãos no ato simbólico da indiferença. Outras tantas, representamos como vítimas ou algozes. É chegado o momento de praticarmos o aprendizado dessas experiências passadas, buscando uma nova visão entre o ter e o ser de nossa existência, e entre o mal e o bem como parâmetro de uma mudança interior focada no despertar de potencialidades adormecidas.
 
A sabedoria de um velho provérbio Ute, talvez simbolize o que precisamos abdicar do individual em benefício do coletivo, ou seja, a difícil arte de ser simples e justo: "Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira segui-lo. Ande ao meu lado para que possamos caminhar juntos".

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Habilidades do ser humano

Cada ser humano é único em seus talentos e habilidades e, o fato de alguns possuírem determinadas aptidões, não significa que sejam superiores.

Simplesmente eles podem ter tido mais oportunidades, estímulos, recursos para desenvolverem seus talentos, enfim, ter contado com uma série de fatores que foram determinantes para que tenham atingido tal condição.

As cobranças, muitas vezes desumanas e irreais, levam as pessoas a sofrerem para atingir metas absurdas, - que têm como único parâmetro, a obtenção de mais lucro -, vendendo-lhes a falsa ilusão de que esta conquista lhes garantirá um estado permanente de felicidade.

É preciso que nos mantenhamos alertas e conscientes, para não nos deixar contaminar por esta perigosa armadilha, que é a tentativa de nos fazer acreditar que só tem importância o que é extraordinário, super-poderoso ou mega-valioso.

Felizes daqueles que são capazes de descobrir tesouros, onde se apresentam aparentes banalidades, e que já não sonham com os louros ilusórios que a vaidade e a cobiça concedem. Estes, certamente, já tocaram a dimensão divina da existência e desfrutam a cada dia, do melhor da vida.

Bom final de semana a todos.

domingo, 19 de setembro de 2010

Nova Roupagem do nosso Blog

Meus queridos, espero que gostem da nova roupagem de meu Blog.

Desejo a todos uma boa semana iluminada por Deus.

Abraços

Eduardo Januzelli

Fluindo com o rio da vida

A cada instante de nossa vida podemos escolher entre a flexibilidade ou a rigidez. Se vamos fluir com a correnteza ou nadar no sentido contrário a ela, opção que nos trará certamente muito cansaço e dor.



A imagem que associa o correr de nossa existência com a de um rio fluindo calmamente, tem sido utilizada por muitos sabios, pois ela é perfeita para demonstrar que existe um ritmo na natureza, que é constante, mas relaxado e sem pressa.

Nós, seres humanos, ao contrário, estamos sempre tentando apressar o curso dos acontecimentos, ansiosos por ver nossos desejos satisfeitos o mais rápido possível.

Não percebemos que esta atitude, ao invés de atrair o que desejamos, parece afastar ainda mais de nós a concretização de nossas metas. Aprender a fluir com o rio da vida de modo tranqüilo e confiante é uma lição essencial, para quem busca a paz interior.

Quando percebemos, finalmente, que a entrega e a confiança são as armas mais eficazes para trazer a nós o que precisamos, nos surpreendemos ao constatar como uma descoberta tão simples, pode se ocultar de nós, por tanto tempo.

Enquanto vivemos sob o domínio da mente racional, que acredita poder determinar o ritmo dos acontecimentos de acordo com a nossa vontade, seguimos ignorando esta harmonia oculta, que rege a existência.

Ela não segue nenhum ditame determinado pelo ego, mas tem sua fonte na infinita sabedoria da criação. Tomar consciência desse mistério é a chave que nos ajudará a fluir de modo confiante e sereno, com a corrente da vida.

sábado, 18 de setembro de 2010

Fé...

A FÉ assegura que tudo é possível desde que estejamos comprometidos. É a luz que dissipa as sombras e resgata o nosso poder interior, é a Chama Sagrada da esperança.

Alimento para a Alma

Quando parece que, o que fazia tanto sentido até então, perde o sentido... quando parece que nada daquilo que buscávamos, até então, é o que nossa Alma quer...

Quando parece que o que nos sustentava não sustenta mais...

E quando isso tudo nos dá uma sensação de desamparo... um incômodo inexplicável...

Pode ser que estejamos nos preparando para algo completamente novo e completamente diferente...

Se por muito tempo encontramos respostas e segurança em coisas que nos alimentavam a Alma... talvez seja hora de entender que essas coisas foram degraus preciosos, mas não um fim em si mesmas

Por 3 noites me senti sem rumo em um labirinto...

Na primeira noite, passei por várias dimensões nesse labirinto... até que... quando pensei que não encontraria a saída vi uma mão se oferecendo para me guiar... e surpresa vi que essa mão vinha de mim mesmo... me vi me dando a mão e me guiando...

Depois passei por uma forte experiência de renascimento... só que agora nascia de mim mesmo.

E uma voz falou profundamente... Você tem o fio.
 
Ali entendi, mais uma vez, que cada um de nós tem o fio para sair dos labirintos onde nos prendemos em várias jornadas ao longo das existências...
 
No segundo dia o labirinto me mostrou coisas sagradas que já vivi...

No terceiro dia... que foi o mais difícil... porque veio com uma sensação de desorientação... fiquei muitotriste... muito mesmo... Pedi ajuda a Deus...

Até que me vi menino... bem pequeno... agora eu adulto dei a mão a eu menino e chorei muitas dores daquela criança que nem sabia, ainda existiam... e tudo foi ficando calmo, acolhi eu menino... e dormi profundamente.... muito tempo...
 
Hoje acordei feliz com a sensação de liberdade e a certeza que estamos em um tempo muito rico de possibilidades... mas que para isso precisamos desprender do passado... das coisas ruins e das coisas boas... das expectativas dos caminhos... e ter muita humildade para reconhecer que não sabemos nada...

Quando achamos que sabemos, esse saber vem do passado e limita ao conhecido as nossas possibilidades...

Quando reconhecemos que o que sabemos é muito pouco em relação ao infinito... abrimos portas e janelas para o novo...
 
Quando queremos defender nossos conhecimentos e pontos de vista, enquadrando tudo ao que conhecemos... nos prendemos a eles com uma cola que só se desfaz com o desapego... com a entrega. Se eles nos dão segurança, porque estão em terreno conhecido e experimentado, eles impendem outras experiências que pertencem ao desconhecido e que podem ser o que nossa Alma mais quer nesse momento...
 
Acordei assim... com fome do que Alma quer...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O amor sem contra-indicações!

O olhar para dentro do ser humano ultrapassa a barreira do tempo. Não somos peças dispersas do tabuleiro universal, sem identidade, história ou importância no contexto da vida. Somos seres dos extremos, ou nos damos exagerada importância, ou nos consideramos seres perdidos no labirinto da existência. O segredo está no meio-termo, caminho do meio ou equilíbrio de forças: nos situarmos no cosmos enquanto seres inteligentes dotados de fantástica capacidade de evolução a partir da expansão de consciência.

O atual nível médio de consciência humana impede o ser inteligente de superar os seus bloqueios psíquicos relacionados à área das emoções. Cativo do próprio passado, o ser alterna entre altos e baixos como o prisioneiro, que pela janela de sua cela, vislumbra a liberdade sem condições imediatas de usufruí-la.

O olhar intervidas, portanto, surge como uma necessidade de compreendermos porque o homem sofre e vem sofrendo há milênios de males incuráveis relacionados à saúde, que são as doenças. E olhar interdimensionalmente a existência humana, sobre o planeta Terra, requer sentir-se livre de amarras que nos prendem ao convencionalismo materialista que observa o indivíduo como "produto" de uma única infância.

Temos uma vaga noção sobre o amor. Para nós, amor está relacionado ao sexo, e amar possui uma relação inconsciente com a nossa demanda afetiva ainda presa às necessidades narcísicas, ou seja, desejamos mais amor do que podemos oferecer...

Não entendemos, por exemplo, que amor é uma energia onipresente, livre e independente de nossas neuroses afetivas, mas que encontra-se à nossa disposição sempre que dela precisarmos nos momentos de aflição.

O amor não tem contra-indicações, no entanto, preferimos olhar-nos como subprodutos do meio e tratar nossos males como se não tivéssemos alma. A percepção de nossa densidade energética relacionada à dimensão física, limita a percepção suprasensorial conectada à essencia do que somos. Acabamos nos conformando em ser o que não somos devido à falta de visão mais apurada do que verdadeiramente somos.

O olhar interdimensional sobre o ser humano observa o amor como mecanismo de cura de todos os seus males. Mas não curas milagrosas e, sim, o autoconhecimento como forma de expandir a consciência até chegarmos a um nível mais profundo do significado do amor em nossas vidas.

A ignorância sobre o amor tem levado gerações e gerações de humanos a repetir os mesmos equívocos na educação e na saúde. Pela falta de uma visão - ou olhar - intervidas, construimos uma cultura alicerçada no "aqui-agora" da existência, onde o nível de percepção acompanha o homem em sua luta pela sobrevivência baseada na competitividade, ou seja, na "lei do mais forte" que nos acompanha desde tempos imemoriais.

Na verdade, carregamos conosco um medo atávico do profundo significado do amor, porque, inconscientemente, "sabemos" que tudo que atribuímos ao "desconhecido" exige-nos uma compreensão daquilo que representam as nossas limitações associadas às experiências terrenas. E nessa orientação é preferível repetir o ciclo de nossas limitações do que aprofundarmos o conhecimento sobre o amor.

Absortos aos reflexos de nossa realidade imediata, a dimensão da matéria, não percebemos que somos consequência de erros e acertos de uma história multi-milenar, onde o amor entrou e passou por nossas vidas sem entendermos o seu "recado".

O olhar intervidas resgata do histórico de muitas vidas do espírito imortal, a verdade de cada um em relação ao estado de coisas que representa a sua existência, revelando, de forma transparente, o que ele precisa transformar em si mesmo na relação com o outrem e com o mundo.

O amor, que não tem contra-indicações, invariavelmente, é o remédio para todos os males da alma e do corpo, desde sentimentos não resolvidos que nos desarmonizam e geram doenças, revolta ou atitudes desesperadas, até situações em que na busca de um sentido para a vida, recorremos a Deus.

A vida tem sentido, sim, a começar pela responsabilidade assumida consigo próprio e com tudo aquilo que diz respeito à nossa realidade circundante, que podemos contribuir para transformar se estivermos focados na direção do bem e do amor fraternal. Esse é o desafio de todos, mas, principalmente, de quem tem responsabilidades sobre o outro que é o caso dos pais, educadores, terapeutas, médicos, religiosos, governantes e cientistas em geral. Dessa forma, estaremos conectados como seres que se valorizam por compreenderem que o amor em nossas vidas possui um amplo significado: saúde e felicidade.

Esperança

Há momentos na vida em que nos sentimos numa encruzilhada e, por mais que desejemos, não conseguimos vislumbrar qual o melhor caminho a seguir, ou a escolha mais acertada. Permanecemos paralisados, à espera de que um milagre aconteça, ou que alguém nos indique a solução ideal, aquela que nos livrará de qualquer conseqüência ruim.

É essencial entender que qualquer escolha terá algum preço a ser pago. Muitas vezes, ele é bem suave, mas em outras, será mais elevado. Resta saber se estamos dispostos a pagá-lo, sem qualquer restrição.

Este é, aliás, o principal atributo da maturidade, escolher o caminho apontado por nosso coração, e se dispor a arcar com as conseqüências, sejam elas quais forem. E de nada adianta querermos transferir para outra pessoa a responsabilidade de nossas decisões, pois elas são individuais e intransferíveis.

Nestas horas, é útil lembrar que nenhuma escolha é definitiva, pois a vida é mudança permanente e, certamente, nos dará a chance de mudar a rota se assim o desejarmos. Por mais que ansiemos por uma resposta totalmente segura, ela só virá a partir de nossa própria experiência.

E certamente nos ensinará lições definitivas, que serão válidas para toda a vida.



Confiar, antes de tudo, em nossa intuição, e abandonar qualquer forma de medo, é o caminho mais seguro para que façamos escolhas maduras e conscientes.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Como mudar a nossa vida

Com tantas oportunidades, tantas distrações, tantas pessoas, por que nos deixamos levar pelas decepções? Por que simplesmente não seguimos em frente olhando outras coisas, nos relacionando com outras pessoas, enfim, por que simplesmente não viramos a página da tristeza, da mágoa?

Coisas se repetem na nossa vida quando ainda não aprendemos a reagir de modo diferente aos fatos que nos perturbam. Se observarmos, sempre são coisas meio parecidas que nos tiram do sério. Pode ser que você se altere com a grosseria das pessoas. Pode ser que você se sinta desrespeitado ou desvalorizado por seu parceiro ou na sua vida profissional; pode ser ainda, que isso tenha acontecido desde a sua infância por conta de uma criação cheia de repressão. Já percebi que quando a pessoa reclama muito do que está recebendo do mundo, normalmente, está carregando esse peso há várias vidas. O que significa que vimos reeditando o tipo de família que não valoriza os filhos, o tipo de trabalho sem sucesso.

O que precisa ser feito? Ativar a auto-estima, ter mais amor, paciência...

Com certeza, não somos responsáveis pela vida das pessoas, nem muito menos por suas escolhas, mas certamente ativamos respostas no outro.

Você já percebeu que quando abrimos um sorriso, ou simplesmente ouvimos o outro com paciência, sem querer impor nossas idéias, a situação pode se dissolver?

Sei que você, amigo (a) leitor, pode estar achando muito simples tudo isso que estou colocando nesse artigo, e que na vida real as coisas são infinitamente mais complicadas. Concordo com você, mas seja qual for o nível de dificuldade que você enfrenta, em algum momento, você precisa olhar de fora sua situação para poder abrir a mente e dar início a uma mudança. Se você acredita que tudo é difícil mesmo, que sua família ou o amor é mesmo complicado, que seu emprego só serve para ganhar dinheiro, você está dizendo que jamais conseguirá virar a página. Você está fazendo o seu decreto...

Abrir-se não é fácil. E cada caso é um caso diferente, com nuances e soluções diversas. Mas cada um de nós precisa pensar no que pode fazer para a vida ser melhor, para ser mais feliz.

Dica:
Como me ensinaram, não podemos esperar que a vida traga felicidade para abrirmos um sorriso, precisamos semear a felicidade dentro de nós para fazê-la brotar no mundo à nossa volta. Boa sorte para você!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Por que aceitamos que alguém nos trate mal?

Certa vez, uma pessoa me disse: "Desta vez quero olhar para a negatividade de frente. Não vou negá-la".

"Suponhamos que olhar é bom, mas não a toque. É como quando você assiste ao noticiário na TV. Você vê a negatividade, mas não deixa que ela entre na sua casa. Você pode encarar a negatividade de frente, mas não deixe que ela entre na sua mente".

A maior parte das mensagens de nossa sociedade contém idéias destrutivas e negativas. Basta ligar a TV em qualquer noticiário para nos lembrarmos do quanto o mundo é perigoso. Na tentativa de tentarmos nos proteger das ameaças cotidianas, vamos nos tornando acuados ou até mesmo igualmente perversos ao ambiente hostil que frequentamos. Manter a mente limpa é um desafio que requer reflexão constante para não deixar as informações ou pontos de vista negativos de outras pessoas influenciarem nossa mente.

"Não devemos seguir pessoas, fatos negativos ou comprar informações negativas no supermercado dos pensamentos". Em outras palavras, Marie France Hirigoyen, autora do livro "Assédio Moral" (Ed. Bertrand Brasil) nos diria para reconhecermos as características dos comportamentos perversos para não nos deixar levar por eles.

No entanto, não é tão simples nem fácil reconhecer um comportamento perverso. Marie France esclarece: "Pequenos atos perversos são tão corriqueiros que parecem normais. Começam com uma simples falta de respeito, uma mentira ou uma manipulação. Não achamos isso insuportável, a menos que sejamos diretamente atingidos. Se o grupo social em que tais condutas aparecem não se manifesta, elas se transformam progressivamente em condutas perversas ostensivas, que têm consequências graves sobre a saúde psicológica das vítimas. Não tendo certeza de serem compreendidas, estas se calam e sofrem em silêncio". Uma vez em que aprendemos a olhar os maus tratos como algo aparentemente normal, e, portanto, teoricamente aceitável, nem pensamos que seja possível e saudável nos desvencilharmos destes maus tratos!

Afinal, por que aceitamos que alguém nos trate mal? Porque duvidamos de nossa própria sanidade mental. Neste sentido, saber de si, quer dizer, conhecer nossos potenciais, recursos e limitações é a base de nossa segurança interna.

Todos nós já sabemos que vivemos num mundo hostil, mas é preciso saber como não cair nas armadilhas da hostilidade alheia. Precisamos nos encorajar o tempo todo a não seguir a negatividade, especialmente se estivermos cercados dela. Assim como escreve Lama Gangchen Rinpoche, em seu livro "Autocura Tântrica III" (Ed Gaia): "a única mensagem que recebemos dos outros é: 'Não me incomode'. Por isso, precisamos ter um forte refúgio interior, impenetrável às influências alheias".

Para melhor responder à questão "por que aceitamos que alguém nos trate mal?", vamos conhecer as artimanhas do comportamento de quem nos trata mal. Uma característica comum a todo comportamento perverso é impedir o outro de pensar, para que ele não tome consciência do seu processo de dominância - ele cria fragilidade a fim de impedir que o outro possa se defender.

"Entre casais, o movimento perverso instala-se quando o afetivo falha ou, então, quando existe uma proximidade excessivamente grande com o objeto amado. Excesso de proximidade pode dar medo e, exatamente por isso, o que vai ser objeto da maior violência é o que há de mais íntimo. Um indivíduo narcisista impõe seu domínio para controlar o outro, pois teme que, se o outro estiver demasiadamente próximo, possa vir a invadi-lo. Trata-se, portanto, de mantê-lo em uma relação de dependência, ou mesmo de propriedade, para comprovar a própria onipotência. O parceiro, mergulhado na dúvida e na culpa, não consegue reagir".

Por isso, aqui vai o primeiro conselho para impedir que alguém lhe faça mal: Não aceite críticas unilaterais. Ninguém é totalmente responsável por uma situação-problema. Portanto, não assuma a 'culpa' toda para si crendo que desta forma poderia aliviar a tensão presente.

Nestes momentos, nos ajuda lembrar que a origem do comportamento perverso está justamente no fato da pessoa não querer assumir a responsabilidade por seus atos. Portanto, ao assumir o que cabe ao outro, estamos nutrindo o seu comportamento hostil.

A coisa mais importante do mundo é nunca abandonar nosso coração acolhedor, mesmo diante de uma ameaça de morte, pois esse é o nosso verdadeiro e eterno amigo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Mudar o rumo e sua vida....

Sempre explico que as coisas se repetem na nossa vida quando ainda não aprendemos a reagir de modo diferente aos fatos que nos perturbam.

Se observarmos, sempre são coisas meio parecidas que nos tiram do sério. Pode ser que você se altere com a grosseria das pessoas. Pode ser que você se sinta desrespeitado ou desvalorizado por seu parceiro ou na sua vida profissional; pode ser ainda, que isso tenha acontecido desde a sua infância por conta de uma criação cheia de repressão.

Já percebi que quando a pessoa reclama muito do que está recebendo do mundo, normalmente, está carregando esse peso há várias vidas. O que significa que vivemos reeditando o tipo de família que não valoriza os filhos, o tipo de trabalho sem sucesso.

O que precisa ser feito?
Ativar a auto-estima, ter mais amor, paciência...

Nesses casos, é bem comum aparecer em Vidas Passadas, vidas de guerreiro ou de guerreira associado. Normalmente, quem está revivendo este arquétipo precisa da luta, precisa se sentir lutando por alguma coisa. E para quem está lutando, o mundo manifesta uma guerra. Espiritualmente, vamos construindo nossos cenários.

Com certeza, não somos responsáveis pela vida das pessoas, nem muito menos por suas escolhas, mas certamente ativamos respostas no outro.

Você já percebeu que quando abrimos um sorriso, ou simplesmente ouvimos o outro com paciência, sem querer impor nossas idéias, a situação pode se dissolver?

Sei que você, amigo (a) leitor (a), pode estar achando muito simples tudo isso que estou colocando nesse artigo, e que na vida real as coisas são infinitamente mais complicadas. Concordo com você, mas seja qual for o nível de dificuldade que você enfrenta, em algum momento, você precisa olhar de fora sua situação para poder abrir a mente e dar início a uma mudança.

Se você acredita que tudo é difícil mesmo, que sua família ou o amor é mesmo complicado, que seu emprego só serve para ganhar dinheiro, você está dizendo que jamais conseguirá mudar sua vida. Você está fazendo o seu decreto...

Abrir-se não é fácil. E cada caso é um caso diferente, com nuances e soluções diversas. Mas cada um de nós precisa pensar no que pode fazer para a vida ser melhor, para ser mais feliz.