Tudo que Deus criou ... foi pensando em você!
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segunda-feira, 5 de março de 2012

Decisão ... Você tem o poder ou não???

Hoje compartilho aqui um texto muito interessante que acabei compartilhando na integra.


"Você pensa que se abster de uma opinião é simplesmente ficar na sua. De uma maneira ou de outra você decidiu. Nada nesse mundo existe sem que aja uma ação, por mais que você tente não opinar, o fato de não fazê-lo já é uma opinião e, portanto, uma decisão.

Quando afirmo isso, lembro-me do nosso congresso, quando em dia de votação, alguns políticos se abstêm ao voto, simplesmente estão tomando um partido, seja para A ou para B; não dá para fugir disso. Mas é óbvio e claro que o político sabe disso; isso se aplica a todos nós, que somos reles mortais.

Na vida, de uma maneira ou de outra, tomamos partido, apenas às vezes não sabemos.
Nada existe nesse mundo que não carregue a nossa decisão, seja para o sim, ou para o não. Portanto, procure não se enganar, achando que de certa maneira você estará se abstendo de qualquer posição nessa vida. Tudo que ocorre no seu dia-a-dia tem a sua participação, alguma posição você irá tomar a favor ou contra alguém.

A vida sempre nos coloca em situações que são adversas à nossa vontade, forçando-nos a tomar posições a favor de uns ou de outros. Sempre estaremos em uma saia justa e, muitas vezes, difícil de decidir o lado para o qual iremos dar o nosso apoio.

Certamente, você já passou por situações difíceis quando teve que decidir entre um amigo e outro. Ou optar por um novo amor em detrimento de um velho amor.
Sei bem como é uma situação assim, mas lhe digo, não tem jeito, ou você assume uma postura que seja efetiva, ou o seu próprio silêncio irá demonstrar o lado que você assumiu nessa história.

Infelizmente, somos humanos e passíveis do nosso ego, nosso temperamento, nossa personalidade, às vezes, moldada em convívio com o nosso meio. Então, nos tornamos prepotentes, arrogantes, orgulhosos, fúteis e, por que não dizer, até displicentes ou indolentes em nossas atitudes. Por mais que a vida nos coloque diante da realidade, sempre existe em nós uma rota de fuga, onde nossa mente insiste em nos levar, talvez por estarmos em uma zona de conforto, ou pelo medo de mudar e passar a caminhar por estradas tortuosas que jamais imaginaríamos caminhar.

Somos assim: inseguros, medrosos, acomodados, mas via de regra, imaginamos saber tudo no que diz respeito à vida dos outros, nossas atitudes, na maioria das vezes impensadas, determinam o que os outros devem e podem fazer. Em tudo somos experts quando tratamos de experiências alheias; julgamos, condenamos, rotulamos, mas em se tratando da nossa vida, somos iguais a um cachorrinho tentando atravessar uma avenida de muito movimento.

Quando se trata de optarmos pelo que a vida está nos oferecendo, fechamos os olhos e procuramos não enxergar um palmo diante do nosso nariz; preferimos nos abster diante das decisões mais importantes, que dizem respeito somente a nós e a mais ninguém. Pois eu lhe digo! Caso você não decida mudar, caso você insista em permanecer como mariscos grudados à rocha na costa da praia, nada irá lhe acontecer para melhorar esse seu estado de latência.

Acredite, enquanto você como um marisco permanecer agarrado à rocha, você se habituará à variação das mares e nada mais sentirá, além da água batendo em seu corpo, repetidas vezes. Estará tão habituado com esse movimento, que tanto faz...

E esse fato sempre o deixará em uma zona de conforto, mas não permitirá outras aspirações além disso; você nunca saberá que a sua vida é maior que essa rocha que o aprisiona.

Você pode ter como exemplo disso que lhe falo aquelas pessoas que nascem, crescem e morrem naquele mesmo lugar, de onde jamais saíram, por não terem tido a coragem de decidir tentar um outro tipo de vida, sem o mínimo de aspiração à felicidade, pessoas acomodadas com a própria situação, criadas por elas mesmo, óbvio que inconscientemente, totalmente apáticas e entregues ao que se costuma dizer: ao Deus dará. E quando questionadas do motivo de sempre lá viverem e não possuírem nenhum tipo de sonho, dirão: Deus quis assim!

Acreditem, nesse nosso plano terrestre, tudo é energia, tudo é ação e reação.
Deus nada tem a ver com isso, não procure atribuir a Deus o fato de você ser infeliz. Deus jamais irá querer ver você sofrendo por amor, por falta de recursos para ter uma vida confortável, falta de um trabalho digno, uma família desestruturada, isso nada tem a ver com Deus, isso tem a ver com você, com as decisões que você toma ou não na sua vida.

Procure refletir a respeito disso que lhe falo, analise sua situação atual, veja o que pode tomar como decisão para torná-la melhor, sempre há uma atitude a se tomar a favor da felicidade e aí, sim, Deus que é Pai irá lhe conceder o que de melhor você precisa, para uma vida harmoniosa. Mas procure se lembrar sempre. O fato de você não decidir, já é uma decisão, para a sua infelicidade ou felicidade, dependerá só e exclusivamente de você.

Pense nisso..."



por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Nelson Sganzerla

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Frustação, você sabe lidar com ela?

A maior parte das pessoas que conheço, incluindo a mim, têm muitas frustrações. Nas conversas nas aulas, nas palestras, com os amigos, depois que começamos a tirar as nossas máscaras, surgem as frustrações. Lembro direitinho de como eu quase estraguei minha vida com as decepções da minha infância, da minha juventude, da vida que levava na época, e achava que não tinha saída, que aquilo era a coisa mais importante da minha vida, que não tinha sido como eu queria que tivesse sido e não via solução, não tinha jeito mesmo. E me magoava, sentia raiva, me fechava, meus pensamentos giravam em torno daquilo, era como se eu fosse prisioneiro da frustração. E era mesmo...

Temos uma tendência de enxergarmos mais as coisas ruins e desagradáveis da nossa vida. Por exemplo, nesse momento em que você está me lendo, tenho uma ótima notícia para lhe dar: você não é cego! Isso não é algo espetacular? E se você ouve o barulho da rua e os ruídos de dentro de sua casa, tenho uma outra notícia incrível para lhe dar: Você não é surdo! Não acha isso uma coisa fantástica? E se você está segurando esse livro com suas próprias mãos, isso significa que você tem mãos! E braços! Meu Deus, você é um abençoado. E se der vontade de comer ou beber algo, ou de fazer xixi ou cocô, e você conseguir levantar-se e chegar na cozinha ou no banheiro, significa que conseguiu esse feito com sua próprias pernas e, então, você tem pernas!

Digamos que alguém tenha uma grande frustração porque não teve um pai como queria, um pai ausente, agressivo ou sacana, um tipo assim, com aquelas características bem marcantes, que causa em seu filho uma frustração muito grande, uma dor enorme, uma mágoa muito chata, às vezes uma raiva terrível que se mistura com amor e nem sabemos mais o que estamos sentindo, enfim, um pai que age assim com a gente.

Tudo o que sentimos vem de um sentimento de frustração muito forte, porque gostaríamos de ter tido um pai muito legal, presente, carinhoso, conselheiro, um pai perfeito!

Eu mesmo fui até quase metade de minha vida bem chateado porque não tive um pai perfeito, não era como eu queria que tivesse sido, me chateava muito, me magoava, me dava raiva, muitas vezes fumei, bebi, por causa disso. Que sacanagem ter um pai assim.

Eu fui mais uma das vítimas do maior vilão que existe solto pela Terra: o nosso Ego. Não que ele seja um malvadão, um mau caráter, um bandido, um serial killer, um psicopata, não, geralmente nosso Ego é até uma boa pessoa, honesto, querido, bem intencionado, cria até muitos mecanismos de defesa para talvez nos proteger, para a gente ficar só neurótico senão a gente ficava psicótico; o nosso Ego é tudo de bom, só tem uma coisa: ele é muito infantil e, como tal, muito egoísta. Até as três primeiras letras da palavra "egoísmo" são essas: ego.

Vejamos um exemplo de frustração de uma pessoa que queria ser uma coisa na vida e não conseguiu.
- Não deu certo, porque não tentou, ou nem se esforçou, ou faltou talento suficiente e apoio, não teve dinheiro, ou a vida não permitiu; ou qualquer outra desculpa dessas que nossos Egos se especializaram em mentir para nós e fingimos acreditar. Afinal, é muito mais tranqüilizador achar-se injustiçado do que ver a verdade e perceber que, se não deu, é porque não era para dar mesmo. E no fundo de tudo aquilo, quem se sentiu ferido foi a sua vaidade. E não deu certo porque ainda não era o momento, senão a vaidade iria sobrepujar todos os limites e, inconscientemente, a vaidade não deixou, já que ela é que veio para ser curada, e aquele sucesso, ser aquilo que tanto queria e sonhava, provocaria uma exacerbação, impedindo a sua cura. A frustração visa mostrar a vaidade a ser curada; o sucesso a esconderia de si mesmo.

E do ponto de vista espiritual, o que é o sucesso? O que é querer ser algo ou alguém na sociedade? Conheço pessoas que trabalham há décadas em trabalhos burocráticos ou corriqueiros e que fumam ou bebem ou cheiram porque não gostam do que fazem, queriam ter sido outra coisa, mataram seu talento, seus pais ou a vida não lhes permitiram ser o que deveriam ter sido, e têm de sobreviver e necessitam assim de substâncias ou medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos para agüentar a sua vida, para poderem viver com essa terrível frustração.
Nunca refletiram: quem é que pensa assim? De quem é esse raciocínio? De quem é essa frustração? Do seu Ego. O seu Ego queria ser cantor ou cantora, ator ou atriz, atleta, médico, psicólogo(a), e outras coisas... porque os Egos adoram aparecer, sobressair-se é com o Ego mesmo, um trabalho anônimo, não-saliente, não agrada nosso Ego, ele quer é brilhar!

Precisamos entender o que é a vida aqui na terra, o que é uma infância, o que são os cordões energéticos que nos ligam e nos atraem, e o que são as "ilusões dos rótulos das cascas", o que são os gatilhos e porque precisamos deles para encontrar as nossas imperfeições; o que são as armadilhas da vida terrena e porque necessitamos delas para avaliar o nosso grau espiritual, entrar em entendimento com o nosso Ego e transferir o comando para a nossa fé em Deus, orar e vigiar permanentemente, aprender a aquietar a nossa mente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rumos incertos

Estamos em um tempo onde muitas coisas que nos davam segurança e em que confiávamos plenamente já não servem mais...

Para quem sempre aprendeu a colocar o poder lá fora, isso fica muito complicado e gera uma enorme insegurança. Aprendemos a querer certezas e quase não sabemos lidar com o que é incerto.

Cercamo-nos e acumulamos coisas que nos dão uma aparente estabilidade e "segurança"... fora e dentro de nós.
Fora acumulando coisas... dentro acumulando memórias e crenças que acreditamos que nos protejam e garantam uma estabilidade.

Num mundo onde a única coisa certa é a mudança... a impermanência... buscar estabilidade parece bem incoerente. Mas aprendemos assim e passamos a vida construindo castelos de areia, pensando serem sólidas construções...

Ao perceber que não podemos mais confiar em tanta coisa fora de nós, que antes nos oferecia "segurança" nós sentimos, às vezes, um frio na barriga... uma vontade de correr; mas... correr para onde?

Estamos em um tempo onde as estruturas que foram criadas em cima de coisas ilusórias estão sendo quebradas... tudo que foi criado com base em crenças e conceitos equivocados está sendo revolvido até as raízes.

Saber fluir com a incerteza é uma chave preciosa, uma vez que nossas certezas se baseavam nos conceitos do ego... que agora, muitas vezes, não vê saída diante das situações que nos são colocadas. Parece que o Planeta -e cada um de nós- está sendo passado a limpo e que nada mais pode ficar guardado debaixo do tapete...

É justamente quando nos julgamos sem saída... quando já esgotamos os recursos do ego... que nos rendemos...

Entregamos o controle a uma Força maior, porque reconhecemos que não podemos fazer mais nada... e aí os milagres podem acontecer... Nós não podemos encontrar a saída... mas a Divindade que está em cada um... e em todos ao mesmo tempo... pode sempre nos levar além...

Estamos em meio a profundas transformações e diante de nós há a possibilidade de nos tornarmos quem verdadeiramente somos... sem os acréscimos e as limitações do ego... Podemos acessar a simplicidade da Alma e com ela fluir livremente, fazendo a nossa parte no Plano Maior... É preciso deixar ir tudo que ainda nos prende e limita e aprender a fluir na incerteza... aprender que não precisamos nos cercar de tantas coisas, confiando que o Grande Mistério nos dá o que precisamos a cada dia... Sei que esse não é um aprendizado fácil, diante da forma pela qual aprendemos a lidar com a vida... mas é o que de melhor podemos fazer nesses tempos de tantas mudanças.

Se estamos abarrotados até o teto de coisas e de memórias, nem deixamos espaço para que o novo... o que está além de tudo que é conhecido... possa se manifestar.

Mesmo as coisas que são muito boas podem prender... e às vezes representam uma prisão muito mais difícil de sairmos dela.

Se nos apegamos, mesmo ao que é bom e queremos manter aquilo em nossa realidade, é porque ainda não confiamos que o Universo possa nos trazer algo ainda melhor...

Soltar... deixar ir... aprender a fluir com a incerteza... sabendo que ela pode ser uma fonte inesgotável de surpresas... arriscar o novo... e nos abrir para a Vida que está sempre se renovando a cada novo dia... nos dá forças para acompanhar esse tempo... que pode não ser o mais fácil... mas é o que temos e pode esconder nas aparentes dificuldades a semente da tão buscada felicidade.

sábado, 9 de outubro de 2010

Equilíbrio

Há muito já sabemos que o desequilíbrio tem origens profundas em nosso espiritualismo, mas geralmente só conseguimos perceber isto quando as doenças físicas ou relativas a alma já se encontram instaladas.

Os problemas emocionais não resolvidos acabam por criar padrões negativos em nossa mente, levando-nos ao medo, à insegurança e a uma expectativa sempre voltada para acontecimentos ruins.

O resultado disto acaba se refletindo, invariavelmente, no funcionamento de nosso corpo. Se a mente tem tal poder, podemos, de maneira consciente, tentar modificar este padrão. O primeiro passo é observar o modelo usual de pensamentos que costuma prevalecer em nós.

Só o exercício de observação permanente sobre nossa própria mente nos permitirá perceber como ela atua, e refletir sobre as razões de cada conceito negativo que cultivamos. A resposta se encontra em nosso interior e de nada adiantará procurá-la do lado de fora.

O equilíbrio emocional é resultado de uma ação consciente e não será alcançado se não nos esforçarmos diariamente na busca deste objetivo.

Quanto mais desejosos estivermos de paz e serenidade, maiores serão as chances de que possamos vivenciá-las, pois a vontade é o motor essencial para se alcançar este estado.