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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Por que aceitamos que alguém nos trate mal?

Certa vez, uma pessoa me disse: "Desta vez quero olhar para a negatividade de frente. Não vou negá-la".

"Suponhamos que olhar é bom, mas não a toque. É como quando você assiste ao noticiário na TV. Você vê a negatividade, mas não deixa que ela entre na sua casa. Você pode encarar a negatividade de frente, mas não deixe que ela entre na sua mente".

A maior parte das mensagens de nossa sociedade contém idéias destrutivas e negativas. Basta ligar a TV em qualquer noticiário para nos lembrarmos do quanto o mundo é perigoso. Na tentativa de tentarmos nos proteger das ameaças cotidianas, vamos nos tornando acuados ou até mesmo igualmente perversos ao ambiente hostil que frequentamos. Manter a mente limpa é um desafio que requer reflexão constante para não deixar as informações ou pontos de vista negativos de outras pessoas influenciarem nossa mente.

"Não devemos seguir pessoas, fatos negativos ou comprar informações negativas no supermercado dos pensamentos". Em outras palavras, Marie France Hirigoyen, autora do livro "Assédio Moral" (Ed. Bertrand Brasil) nos diria para reconhecermos as características dos comportamentos perversos para não nos deixar levar por eles.

No entanto, não é tão simples nem fácil reconhecer um comportamento perverso. Marie France esclarece: "Pequenos atos perversos são tão corriqueiros que parecem normais. Começam com uma simples falta de respeito, uma mentira ou uma manipulação. Não achamos isso insuportável, a menos que sejamos diretamente atingidos. Se o grupo social em que tais condutas aparecem não se manifesta, elas se transformam progressivamente em condutas perversas ostensivas, que têm consequências graves sobre a saúde psicológica das vítimas. Não tendo certeza de serem compreendidas, estas se calam e sofrem em silêncio". Uma vez em que aprendemos a olhar os maus tratos como algo aparentemente normal, e, portanto, teoricamente aceitável, nem pensamos que seja possível e saudável nos desvencilharmos destes maus tratos!

Afinal, por que aceitamos que alguém nos trate mal? Porque duvidamos de nossa própria sanidade mental. Neste sentido, saber de si, quer dizer, conhecer nossos potenciais, recursos e limitações é a base de nossa segurança interna.

Todos nós já sabemos que vivemos num mundo hostil, mas é preciso saber como não cair nas armadilhas da hostilidade alheia. Precisamos nos encorajar o tempo todo a não seguir a negatividade, especialmente se estivermos cercados dela. Assim como escreve Lama Gangchen Rinpoche, em seu livro "Autocura Tântrica III" (Ed Gaia): "a única mensagem que recebemos dos outros é: 'Não me incomode'. Por isso, precisamos ter um forte refúgio interior, impenetrável às influências alheias".

Para melhor responder à questão "por que aceitamos que alguém nos trate mal?", vamos conhecer as artimanhas do comportamento de quem nos trata mal. Uma característica comum a todo comportamento perverso é impedir o outro de pensar, para que ele não tome consciência do seu processo de dominância - ele cria fragilidade a fim de impedir que o outro possa se defender.

"Entre casais, o movimento perverso instala-se quando o afetivo falha ou, então, quando existe uma proximidade excessivamente grande com o objeto amado. Excesso de proximidade pode dar medo e, exatamente por isso, o que vai ser objeto da maior violência é o que há de mais íntimo. Um indivíduo narcisista impõe seu domínio para controlar o outro, pois teme que, se o outro estiver demasiadamente próximo, possa vir a invadi-lo. Trata-se, portanto, de mantê-lo em uma relação de dependência, ou mesmo de propriedade, para comprovar a própria onipotência. O parceiro, mergulhado na dúvida e na culpa, não consegue reagir".

Por isso, aqui vai o primeiro conselho para impedir que alguém lhe faça mal: Não aceite críticas unilaterais. Ninguém é totalmente responsável por uma situação-problema. Portanto, não assuma a 'culpa' toda para si crendo que desta forma poderia aliviar a tensão presente.

Nestes momentos, nos ajuda lembrar que a origem do comportamento perverso está justamente no fato da pessoa não querer assumir a responsabilidade por seus atos. Portanto, ao assumir o que cabe ao outro, estamos nutrindo o seu comportamento hostil.

A coisa mais importante do mundo é nunca abandonar nosso coração acolhedor, mesmo diante de uma ameaça de morte, pois esse é o nosso verdadeiro e eterno amigo.

sábado, 15 de maio de 2010

Atitude não tem valor sem Consciência.

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Queridos Amigos e Amigas,

Esta é a frase do dia. Algo que nos faça refletir sobre nosso comportamento quando se trata de cuidar da Alma, do nosso indispensável crescimento como seres espirituais que somos, com poder imenso e com uma delineada missão de vida. 

Vamos dividir em três grupos.

1- Muitos de nós já sabem de cor o roteiro a ser trilhado, já leram, participaram, entenderam e concordam com tudo que deveria ser feito; infelizmente são poucos, muito poucos. Normalmente vivem em plenitude, sob qualquer condição.
2- Outros ainda estão em dúvida, sentem cansaço, desanimo; sabem que é preciso mudar, que não dá mais para serem assim, aceitando as coisas do jeito que são, mas a preguiça e a duvida são atrozes e geralmente acabam ficando em cima do muro.
3- O ultimo grupo compreende uma massa enorme que não quer saber de nada, não está engajada com nada que possa proporcionar uma renovação de valores, um novo modelo de comportamento que esteja em sintonia com a Verdade, a Unidade, o Amor Incondicional. Algo que possa inclusive garantir uma verdadeira qualidade e vida. 

Essas pessoas, que certamente não estão lendo esta postagem, estão ajudando (sem saber) com seu suor, sua energia, sua inconsciência, a manter inalterada esta situação de materialismo desenfreado, massificação e dependência externa que nossa sociedade manifesta. Recursos enormes são desperdiçados em projetos inúteis, em lances que somente satisfazem a vaidade, a ambição, a cobiça - ou a carência e a solidão - que o modelo atual por fim de fato promove.
 
A essência, tudo que alimenta a Alma e a verdadeira realização, são quase sempre ignoradas quando não desprezadas. Têm-se vergonha de tocar no assunto espiritualidade, de parecer diferente, de estar fora de moda, de fugir do que a grande maioria aceita, endossa e aprova.

Cadê a Alma, gente! Cadê a confiança em escutar nossa voz interior, nossa intuição, nossa parte divina! Temos dificuldades de aceitar que somos filhos de Deus?! Filhos amados, seres de Luz, co-criadores do Universo!? Não sou pessimista, muito pelo contrario! Mas me pergunto: onde estão as pessoas despertas, que vão até o fim, que buscam firmemente soluções de mudança, que sabem onde gastar sua energia, seus recursos, o fruto do seu trabalho.
 
Estão fazendo algo no seu dia-a-dia para - dentro deste sistema viciado - ajudar quem realmente deve ser amparado? Pois quem realmente merece e está precisando, é boicotado, é abandonado à sua sorte, como se tudo fosse providenciado e assumido por terceiras pessoas... Não existem terceiras pessoas. 

Cada um de nós é responsável pela sustentação da Luz, para manter o Farol aceso sempre; dia e noite!

Abçs e bom final de semana