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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Por que deixar para amanhã o que podemos fazer hoje?

Por que deixamos tudo para depois?

Preguiça, medo de não conseguir fazer como deveria ser feito, mau costume? O motivo talvez seja o que menos importa. Mas o fato é que, por conta dessa mania de deixar tudo para depois, muitas pessoas têm amargado uma sensação terrível de que a vida passou e elas simplesmente "perderam o bonde"!

Claro que, vez ou outra, desafiar o velho e sábio dito popular que nos cobra "por que deixar para amanhã o que podemos fazer hoje" não é sinônimo de fracasso ou catástrofe. Porém, se o seu lema já se tornou o provocante "por que fazer hoje o que podemos deixar para amanhã", cuidado! Você pode estar ocupando o lugar de seu próprio inimigo!

A vida não pára até que você se sinta pronto. Você é que terá de aproveitar o ritmo para se preparar. O tique-taque das horas pode ser uma melodia que embala você e o conduz às suas melhores ações, ou pode ser um capataz que te açoita e castiga, exigindo mais e mais sacrifícios. É você quem decide! E, sendo assim, de que forma realmente quer viver? "Empurrando com a barriga" ou "fazendo acontecer"?

Toda vez que você deixa um compromisso, uma tarefa, uma conversa ou uma decisão para depois, está adiando seu sucesso, seus resultados ou, quem sabe, até a sua tão desejada felicidade. Portanto, minha sugestão é para que, a partir de agora, você só deixe para amanhã aquilo que, se feito ou decidido hoje, puder ser ruim. Nesse caso, nada melhor do que uma noite bem dormida para chegar a uma nova conclusão e, consequentemente, uma ação mais inteligente.

Ou seja, use sempre a máxima protetora: "na dúvida, não ultrapasse". Mas não se deixe enganar: quanto antes você fizer o que precisa ser feito, mais rapidamente chegará onde deseja e mais intensa e profundamente estará vivendo cada dia da importante viagem que é sua vida!

Bom final de semana e que Deus os abençoe!!!

Obrigado por me visitar.

sábado, 27 de novembro de 2010

Mudanças e sintonias

Em diferentes estações de nossa vida acontecem mudanças. Algumas sutis, outras surpreendentes. Algumas pequenas, outras grandiosas. Umas lentas, outras velozes. Cada fase e cada mudança tem um ritmo. A sintonia desse processo é única para cada pessoa. Muitas vezes algumas mudanças incomodam muito os outros e fico pensando que isso ocorre porque elas acionam o sinal no outro de que é preciso também mudar. Mudar exige coragem.

O certo é que, quando mudamos, a "segurança" é abalada porque iniciamos um caminho desconhecido. Até que ponto essa "segurança" se torna uma prisão? Será mesmo tão ruim se sentir inquieto e buscar respostas que nos colocam diante de desafios? Ou será o contrário? Há quem prefira fugir de suas marcas tentando apagá-las a qualquer custo. Estou aprendendo que é melhor encará-las de frente porque nossas marcas, mesmo as mais doloridas, são parte de nossa história. 

Você com você e os elos que nos ligam aos outros formam uma rede tecida com muitas emoções, personagens e passagens. Tenho feito o exercício da retrospectiva e vou pontuando na rota de minha trajetória pessoas e situações que me transformaram no que sou. Há pessoas na qual me reconheço e há pessoas que se reconhecem em mim. Há lugares no qual sempre estarei. Há objetos que "é a minha cara" como diz minha filha. Há uma identidade que construimos e que reflete tanto o que somos. Há também o espírito aprendiz renovador que pulsa em nosso DNA e nos faz mudar. É preciso nutrir o terreno para que ele continue fértil. Não permita que seu solo seja cimentado. A água e os nutrientes precisam de fluidez.

Pensar na terra me fez lembrar a importância de podar os galhos secos. Ao se desfazer de cada galho seco de minha planta, fiz uma sintonia com a necessidade que temos de renovar nossa energia para iniciar uma nova estação. Refleti sobre certas pendências que fui adiando com a velha desculpa do deixar para depois e vi que é melhor não perder o tempo certo da poda para que a nova folhagem nasça com mais vigor. Esse período de transição de estações é muito significativo porque promove mudanças de clima não só nos noticiários do tempo. Quantas vezes nos paralisamos diante dos desafios da transição? É preciso força para fazer a passagem e isso muitas vezes representa encerrar contratos desgastados. Sugiro que você quebre aqueles galhos secos que não mais irão florir.

Este ano voltei a caminhar e elevei minha sintonia comigo mesmo. Os passos sintonizados com mudanças estão em curso. Mudar é difícil, por isso, aprecio tanto a citação do Dalai Lama "Seja a mudança que você quer ver no mundo". 

Ouvimos tantas reclamações de pessoas que dizem ser necessário mudar isso ou aquilo e não têm a iniciativa de tecer um diálogo consigo mesmo: Você com você, experimente! Talvez você se desconheça em alguns momentos para voltar a se reconhecer melhor. É como desaprender para reaprender. E abrir seus sentidos para aprender é o caminho para seguir melhorando.