Tudo que Deus criou ... foi pensando em você!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vergonha - Como superar...

A vergonha é muito importante na infância, ela é fundamental para o amadurecimento da personalidade. Este sentimento obriga a criança a direcionar sua atenção para o meio social, pois nesta idade é importantíssimo aprender e se adaptar às regras sociais.

Vergonha, inicialmente, é vergonha dos outros, do que os outros vão pensar ou falar. Vergonha do julgamento dos outros. É uma relação entre o eu e os outros. Quando os valores sociais já estão aprendidos e "dentro" da pessoa (introjetados), a vergonha também será de si mesmo. Portanto, a vergonha serve, na infância, para estimular a adaptação aos valores sociais.

O adulto, teoricamente, já tem sua mente madura, já conhece o meio social, já escolheu caminhos e construiu identidades. Está mais preparado para agir e entender o mundo sem precisar de sentimentos como a vergonha. No adulto, a vergonha deveria se tornar um sentimento muito pequeno e útil somente para produzir algumas poucas vivências sinalizadoras. Porém, não é assim que acontece com a maior parte das pessoas.

A mente funciona assim: o negativismo para sí próprio e por isto queria se proteger, escondendo-se. Durante muitos anos treinou esta solução. Ou seja, fugiu da exposição. Optou por se proteger dos olhares alheios, que segundo sua imaginação, iriam lhe julgar negativamente. Fazendo esta opção, pode-se enfraquecer a mente e reforçar o condicionamento dos pensamentos negativos.

A regra da vida é esta: a vida é para sermos felizes onde nós evoluímos e amadurecemos. Onde somos neuróticos, imaturos e pouco evoluídos devemos escolher sofrer. Sofrer no CAMINHO CERTO, na direção correta.

O passo número um é definir o fator mínimo. Ou seja, definir a atitude mínima, a prioridade central, o comportamento melhor e mais adequado. No caso da mulher, o fator mínimo era: "ir à praia e acompanhar meu marido". É isto que deve ser feito prioritariamente. O fator mínimo serve para tirar a pessoa da confusão mental que ela cria ao tentar encontrar opções defensivas que supostamente diminuirão seu sofrer ou seu desconforto.

O passo dois é intensificar a vida. Uma vida intensa é aquela em que nos permitimos viver o que somos e o que cultivamos, sem mentira, sem enganação e sem hipocrisia. Para esta mulher, estar na praia de biquíni intensificava sua emoção e estimulava seu pensamento. Esta era a verdade da vida dela. Se ela cultivou o que era ruim, naquele momento vai colher o que é ruim. Não adianta se esconder, mentir, enganar, fugir.

O passo três é agregar o que é nobre. O foco desta pessoa sempre foi se esconder, inventar desculpas e cultivar a negativização de si mesma. Ao decidir pelo fator mínimo, ela teve que enfrentar o que cultivou. Porém, na intensidade da vida é que se torna mais fácil cultivar o que é nobre. Vivendo em verdade e em boa direção é possível para ela mobilizar, eliciar e dinamizar todos os sentimentos e pensamentos nobres que irão ser a porta de entrada pela ela superar a vergonha de si. Ela, ao intensificar a vida, pôde dar mais ênfase em se sentir uma boa esposa, uma companheira capaz de enfrentar os desafios da vida, uma mulher digna que se valoriza e controla a vaidade.

O sofrimento, em boa direção, é uma bênção para nos fortalecer e permitir superar os desafios da vida. Devemos em vários momentos escolher sofrer, devemos escolher perder algumas coisas; sofrer e perder em boa direção é fundamental para que o nobre possa aparecer e a evolução possa acontecer.

A vergonha é, então, substituída pela auto-estima, pela compaixão por si mesmo, pelo carinho e pelo cuidado por si. O resultado é uma consciência ampliada e fortalecida. 

sábado, 14 de maio de 2011

Caminhos da Aprendizagem

A gente se acostuma tanto com o que um dia aprendeu como certo ou como melhor, que aquilo acaba se tornando uma verdade acima de qualquer suspeita... nem nos passa pela cabeça que possam existir outros caminhos... e outras verdades mais simples a mais diretas para o nosso objetivo...

Quando é só uma ida ao banco isso pode não parecer muito grave... só mais demorado, mas quando isso se refere as coisas que acreditamos, e onde colocamos nossa energia, isso nos afeta mais profundamente... porque nos prende e limita nossa evolução.

Quantas coisas aprendemos há tanto tempo, ou quantas coisas nos são impostas por fazerem parte das nossa origem ou da nossa cultura, das nossas crença... e vamos seguindo automaticamente sem nunca questionar porque estamos seguindo.

A vida é um fluxo constante de mudanças e se não fluímos com as mudanças, corremos o risco de ficar passando por caminhos defasados e demorados, só por não ter o cuidado ou a coragem de questionar se existem outros que satisfazem mais a nossa alma.

Na verdade, acho que devemos questionar sempre o que estamos seguindo, porque temos a mania de nos prender às coisas... de nos apegar a elas.... e muitas vezes por comodismo preferimos seguir... do que descobrir caminhos. Seguir mesmo só é bom se o nosso coração nos indica...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Apego

Uma das maiores fontes de angústia e infelicidade que podemos ter na vida é o apego. Quando nos tornamos dependentes de alguma situação ou de alguém para que possamos ser felizes, certamente começa o inferno.

Como é impossível controlar a realidade de modo que ela satisfaça todos os nossos desejos, é óbvio que em algum momento acabaremos por sofrer uma perda, uma rejeição ou teremos frustrada alguma expectativa.

Se nossa dependência dos fatores externos for demasiadamente grande, o sofrimento será inevitável. Entre todos os tipos de apego, certamente o mais difícil de superar é a dependência afetiva.

Esta é uma dificuldade tão disseminada, pois ela é tão destrutiva quanto a que se relaciona com vícios, como o álcool e as drogas.

A dependência afetiva tem como raiz uma baixa auto-estima e a necessidade de sentir-se amado para poder acreditar que se possui algum valor. Esta carência leva a situações humilhantes, pois faz com que a pessoa abra mão da própria identidade e faça qualquer concessão, para garantir a aceitação por parte do outro.

Para libertar-se dessa prisão é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência de que algo de errado está acontecendo. Quando o primeiro sinal de que se precisa de ajuda surge, é importante agir, principalmente, para que o sentimento de fraqueza desapareça, visto que num grupo de terapia pode-se perceber que muitos outros seres humanos se encontram na mesma situação.

Esta descoberta traz alívio, incentivo e motivação para que se persista na busca da cura. Quanto mais o amor-próprio e a auto-valorização se fortalecerem, mais rapidamente acontecerá a transformação.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Bons Pensamentos ... sempre!!!

De fato tudo na vida começa com bons pensamentos, mas, e como as coisas terminam?

Para esta pergunta cabem muitas respostas, pois o desenrolar da vida depende de cada um de nós, das nossas atitudes diárias e também da nossa vida que nos coloca para vivenciar as mais diversas situações que semeamos como escolhas e pendências de vida.

Ainda hoje, depois de tantos anos atendendo fico impressionado como as pessoas repetem os padrões. Em princípio, pensava como a maioria na ação e na reação, num raciocínio básico. Se fiz alguma coisa tenho que pagar pelo mal feito.

Sempre coloco esse pensamento: Amigo (a), você já viveu isso e, agora, por que não continuar de outra forma, por que não se abrir para outras experiências? Mesmo nessa vida, você não muda o passado. Se por acaso não teve uma infância feliz, você não pode retornar e fazer de novo. Mas você pode perdoar seus pais, você pode criar para si mesmo relacionamentos com mais compreensão e amor. Pois muitas vezes a herança dessa existência pode ser negada. Por que você vai carregar com você as memórias de um pai desatento, bêbado ou de uma mãe cheia de críticas e mal humor? Você não precisa imitá-los, nem guardar a revolta pensando na pobre criança indefesa que você foi um dia.

Na realidade, o sofrimento causa marcas no corpo emocional e a alma inconsciente fica vivendo e revivendo os fatos desta vida, ficamos vibrando nossas incertezas e seguimos vida afora usando os poucos recursos emocionais que aprendemos. Se meu pai gerou em mim sentimento de abandono, vou passar a vida inteira sem acreditar nas pessoas?

Não precisa ser assim.

Somos fortes, somos seres de luz. Quando percebemos que estamos negativos, pesados, com pena de nós mesmos pelas tristezas da vida, precisamos mudar e, ao mesmo tempo, não colocar nos outros a nossa felicidade. As pessoas podem participar da nossa vida, mas não devem carregar o peso dessa responsabilidade. E em todas as nossas relações a forma de cada um agir terá enorme poder.

Se você está carente, cuidado, não releve as atitudes do parceiro, não feche os olhos para o que a vida está mostrando. Porque muitas vezes quando estamos infelizes com nossa caminhada criamos salvadores, damos poder a outras pessoas e outras situações.

Tipo: Se conseguir esse trabalho, tudo será diferente. Se essa pessoa me amar serei feliz. Se me casar e constituir família, encontrarei felicidade. Na verdade, tudo isso é muito bom, mas dependerá das pessoas envolvidas fazer a vida dar certo. Algumas coisas dependerão de você mas, outras não.

Assim, comece sua história com bons pensamentos e tente com discernimento manter-se assim.

Boa semana santa a você caro (a) amigo (a) eleitor (a)!!!!

Que Deus os abençoe sempre. 

domingo, 17 de abril de 2011

Será que eu consigo?


O desejo e a vontade de escrever se revezam com a ansiedade e a insegurança de não conseguir. Quem já não sentiu isso no início de um novo projeto, novo emprego, ou antes de um encontro?


As perguntas saltam na nossa cabeça: "Será que dará certo?" "Será que ficará bom?" Ou ainda pior: "Será que eu sou bom o suficiente?" Serei capaz?"

Nossa mente é bastante criativa e às vezes um pouco perversa e dura demais, chegando, inclusive, a afirmar essas frases ao invés de levantar dúvidas: "Tenho certeza que não vou conseguir!" "Não vai ficar bom. Está horrível!" "Eles nunca vão gostar de mim!".

Temos por todas as terapias vários nomes para essas "vozes" que dizem coisas sobre nós: lado escuro; mente que mente; sombra, etc.

Prefiro pensar que se trata apenas de uma parte de mim que clama por aceitação e compreensão e que tem um recado pra dar. Uma parte que busca equilíbrio ou um diálogo amigo.

Eu ensino para alguns de meus amigos que quando essa voz interna está gritando "eu não consigo" ela na verdade está pedindo pra você dizer "eu consigo sim! ".

Aquilo que acreditamos é criado na nossa realidade. Somos criadores manifestando nossas crenças e pensamentos diariamente. Buscadores de experiências para moldar a vida em busca de crescimento e evolução.

Temos liberdade para escolher caminhos, porem devemos lembrar que concordamos e contratamos a maior parte (senão a totalidade) de vivências que passamos nesta vida. Nos comprometemos com algo maior que visa a evolução e o aprendizado.

Quando estamos no caminho certo sentimos leveza e movimento. Algo flui e nos leva para frente. As experiências e acontecimentos começam a se desenrolar sem esforço, de forma natural e seqüencial. Damos a isso o nome de coincidências.

Eu prefiro chamar de Fluxo. É como uma corrente que te leva diretamente para o seu caminho. Para onde você tem que ir. E você vai nesta direção sem esforço nenhum.


As coisas fluem no Fluxo.


Nossa habilidade maior deve ser a de perceber quando saímos do fluxo e fazermos algo para voltar para ele. A sua consciência ampliada vê o fluxo, a corrente e avisa você que é preciso voltar.


E cada um volta do seu jeito preferido. Uns meditam, outros rezam e agradecem, outros fazem um esporte, dançam, pintam, escrevem...

Vale qualquer atividade na qual você realmente sinta-se bem e feliz, em paz e serena, alegre e disposta. É uma sensação sutil de bem estar que toma conta do seu corpo e algo se alinha internamente e externamente. Seu corpo, seus pensamentos, sua alma e sua missão.

E você está de volta ao fluxo. Neste lugar interno, não há espaço nem voz para "eu não consigo". Há apenas a certeza de que conseguiremos tudo o que for preciso. Tudo o que for essencial e alinhado com nossa missão e propósito.

O complexo se torna simples, o difícil fica mais fácil e o que parecia impossível acontece na sua frente.


Nesta hora, podemos apenas fechar os olhos, sorrir e simplesmente agradecer!

domingo, 3 de abril de 2011

O que fazer??? Seguir em frente, esperar ou recuar???

Existem períodos na vida em que as coisas parecem andar como as marés, para frente e para trás. Corremos e corremos para conseguir terminar nossas tarefas, mas elas não andam! Que desespero, quanta aflição! Acabamos nos sentindo dilacerados e chegamos ao final do nosso dia tão estressados que temos vontade de 'fugir para uma ilha deserta'!

Tenho certeza que isso já aconteceu com você, não é mesmo?

Neste período, precisamos do dobro de esforço para conseguir fazer face aos nossos compromissos. Nos obrigando a rever nossas posições, desfazendo mal-entendidos a fim de solucionar as eventuais pendências.
 
Ao mesmo tempo, nos estimula cada vez mais, nos impulsionando em direção de nossas metas que, no entanto, em certos momentos parecem se afastar de nós, fazendo com que nos segura, nos prende e nos pede paciência, perseverança e tenacidade.
 
As tensões parecem enormes em certos momentos!
 
Devemos lembrar, antes de mais nada, que o mundo todo está num período de transição e de mudanças e que nós também nos inserimos neste carma coletivo. Por essa razão, não devemos ficar deprimidos e desesperados se não conseguirmos cumprir com nossas obrigações, alcançar nossas metas. Recuar faz parte da estratégia. Existe tempo para plantar e tempo para colher, a vida é feita de fluxo e refluxo.
 
O Pêndulo Universal está sempre em movimento, ele vibra dia após dia, para frente e para trás, modificando tudo, dia após dia, mês após mês, ano após ano. Este princípio do Ritmo é também compreendido e explicado pela ciência moderna, e se aplica às coisas materiais.
 
Se hoje nos encontramos num enorme estado de euforia, podemos esperar um grande esmorecimento amanhã. Se um dia cometemos um exagero qualquer, no dia seguinte estaremos experimentando o "resultado" desse exagero! Um enorme esforço causa um enorme cansaço, etc. etc..

Por essa razão, devemos procurar nos integrarmos às energias que influenciam nosso planeta, percebendo quando devemos ficar quietos e quando devemos agir, quando devemos correr e quando devemos recuar. Tenho certeza que você também, especialmente neste momento, sente esta pressão interior, esta enorme vontade de fazer valer a sua vontade a qualquer preço. No entanto, este pode ser um momento para parar, observar, aprender e, sobretudo, escutar o que o outro tem a dizer. Quem conseguir compreender as razões do 'outro', tirando proveito dos ensinamentos decorrentes de um bom entendimento com seu interlocutor, será recompensado mais adiante. Devemos privilegiar as conciliações e não as brigas, os acordos e não as separações.
 
Para concluir esta postagem, aconselho a todos que aproveitem o mês de Áries, observando como agimos em relação ao nosso 'próximo'.
 
Fazemos prevalecer nossa vontade sem escutar as reivindicações do 'outro'?
Estamos reivindicando nossas razões sem ao menos levar em conta as razões de nosso parceiro/vizinho/filho/companheiro?


Grande abraço.

terça-feira, 8 de março de 2011

Amor não é algo que se sente. É algo que se faz!

Não é novidade nenhuma afirmar que um dos problemas mais graves e recorrentes em qualquer relacionamento é o da comunicação. A começar pelo significado da dinâmica (sim, porque comunicar-se é como um tango, delicado e profundo ao mesmo tempo!). Muitos casais sequer sabem do que é feita a autêntica e eficiente comunicação.

Comunicar-se com a pessoa amada não inclui somente falar, seja sobre o que pensa, sente ou quer, como a maioria acredita. Inclui especialmente e acima de tudo, ouvir. Mas não ouvir somente com os ouvidos, somente as palavras que estão sendo ditas, somente o que é conveniente.

Para que uma conversa realmente termine bem, ou seja, sirva para resolver pendências, amenizar crises e solidificar o amor, seus interlocutores devem ouvir com todo seu ser, incluindo sensibilidade, intuição e a firme decisão de - por mais difícil que seja - compreender o que o outro está pensando, sentindo e querendo!

Mas por que isso parece mesmo tão difícil? Simplesmente porque aprendemos que conversas entre casais que discutem alguma divergência têm de virar briga, onde cada um deve tentar falar mais alto que o outro e provar, a qualquer custo, que está com a razão! Aprendemos, infelizmente, que conversas são como jogos, e servem para mostrar quem é o vencedor e quem é o perdedor! Mas, definitivamente, isso nunca funcionou e nunca vai funcionar!

Simplesmente porque num relacionamento, seja ele de que nível for, não existe um certo e um errado e, sim, dois pontos de vista, dois pedidos, dois sentimentos, duas interpretações, dois universos que, em última instância - e isso posso afirmar com toda certeza do mundo - só querem ser aceitos, amados e felizes!

Mas enquanto um e outro falarem como se disparassem flechas em direção ao alvo, enquanto tentarem impor seus desejos e repetirem frases-feitas do tipo "com você, não dá para conversar", "você nunca me ouve", "você é um egoísta-cabeça-dura", não vão chegar a um consenso, muito menos à paz que tanto desejam (mas não sabem como alcançá-la).

Parece mesmo paradoxal essa vontade de viver um grande amor, cheio de alegrias e aquela harmonia de quando estavam completamente apaixonados e, ao mesmo tempo, essa estranha e angustiante fome de discussão, desentendimento e embate pelos motivos mais bobos, pelas razões mais infantis, por questões que, no fundo, na maioria das vezes, não têm nem metade da importância que se dá a elas durante uma briga.

A impressão que fica é que, em algum momento da história, solidificou-se a idéia - completamente equivocada e ineficaz - de que amor é isso: uma queda de braços, um interminável vai-e-vem de destilar a própria raiva à custa do outro para, em seguida, arrepender-se e fazer as pazes. Mas acontece que isso só serve para desgastar a relação, acumular mágoas e amontoar frustrações.

O que sobra? Cada qual no seu limite, a sensação de que não vale mais a pena. Pronto: este é o começo do fim! Um fim medíocre, sem uma razão que realmente o valha, mas - ao mesmo tempo - com todas as razões que foram - irresponsavelmente e pelos dois - cavadas, acumuladas e amontoadas dia após dia!

Talvez você diga: "eu bem que tento conversar, mas o outro não tem condições"! Ok, mas você tenta quanto? Até o outro dar a primeira resposta torta e grosseira e você pensar: "ah, mas não vou mesmo ficar aqui ouvindo isso", e daí aumenta o tom de voz o máximo que pode para deixar bem claro que você tentou, mas que com ele é impossível? Ou, talvez, simplesmente desiste da conversa e sai, alegando sua superioridade?

Assim, pode estar certo de que não vai funcionar! Se você realmente deseja se entender com quem ama, tente mais! Tente até o fim. Não aumente o tom de voz, fale com calma e repita, quantas vezes forem necessárias, que você deseja compreendê-lo. Para tanto, faça perguntas, peça para que ele explique como está se sentindo, por que reagiu de tal forma, enfim, esmiúce detalhe, interesse-se de verdade pela dor do outro e tenha a certeza de que isso, sim, é amor!

 
Mais do que declarar o que você sente, mostre! Afinal, pode apostar: Amor não é algo que se sente. É algo que se faz!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Pedindo amor ...

O amor é, sem dúvida, o mais poderoso alimento para nossa alma.

Pessoas felizes e bem resolvidas amam, antes de tudo, a si mesmas.

Só, então, tornam-se capazes de direcionar seu amor ao restante do mundo.
 
Muitos seres humanos, porém, ainda vêem o amor como algo que precisam conquistar no exterior. Merecer e alcançar o amor de alguém é, para eles, o principal foco de atenção de suas vidas.
 
Entretanto, se ao invés disso, voltassem seus olhares para dentro de si mesmos e buscassem descobrir ali o que tanto procuram, certamente se sentiriam preenchidos e prontos para compartilhar esta plenitude com os demais, ao invés de mendigar o amor como os famintos imploram por comida.
 
Quando nos tornamos dependentes de uma fonte externa de alimento para nossas almas, ficamos extremamente vulneráveis, visto que toda forma de dependência nos fragiliza e pode nos levar a abrir mão de princípios e valores, apenas para obter a aceitação alheia.
 
Cuidar de si mesmo é o primeiro passo para se ter uma auto-estima forte, pois esta é a melhor garantia contra a indigência afetiva. Pedir amor reduz as chances de que despertemos a admiração e o respeito do outro, condições essenciais para que este sentimento possa florescer.
 
Quando, ao contrário, nos colocamos diante do mundo de maneira confiante, expressando nossas melhores qualidades com segurança, tornamo-nos muito mais atraentes e podemos abrir mão de qualquer concessão para ter o amor e a admiração alheios. Eles simplesmente virão como reflexo de nossa própria luz.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rumos incertos

Estamos em um tempo onde muitas coisas que nos davam segurança e em que confiávamos plenamente já não servem mais...

Para quem sempre aprendeu a colocar o poder lá fora, isso fica muito complicado e gera uma enorme insegurança. Aprendemos a querer certezas e quase não sabemos lidar com o que é incerto.

Cercamo-nos e acumulamos coisas que nos dão uma aparente estabilidade e "segurança"... fora e dentro de nós.
Fora acumulando coisas... dentro acumulando memórias e crenças que acreditamos que nos protejam e garantam uma estabilidade.

Num mundo onde a única coisa certa é a mudança... a impermanência... buscar estabilidade parece bem incoerente. Mas aprendemos assim e passamos a vida construindo castelos de areia, pensando serem sólidas construções...

Ao perceber que não podemos mais confiar em tanta coisa fora de nós, que antes nos oferecia "segurança" nós sentimos, às vezes, um frio na barriga... uma vontade de correr; mas... correr para onde?

Estamos em um tempo onde as estruturas que foram criadas em cima de coisas ilusórias estão sendo quebradas... tudo que foi criado com base em crenças e conceitos equivocados está sendo revolvido até as raízes.

Saber fluir com a incerteza é uma chave preciosa, uma vez que nossas certezas se baseavam nos conceitos do ego... que agora, muitas vezes, não vê saída diante das situações que nos são colocadas. Parece que o Planeta -e cada um de nós- está sendo passado a limpo e que nada mais pode ficar guardado debaixo do tapete...

É justamente quando nos julgamos sem saída... quando já esgotamos os recursos do ego... que nos rendemos...

Entregamos o controle a uma Força maior, porque reconhecemos que não podemos fazer mais nada... e aí os milagres podem acontecer... Nós não podemos encontrar a saída... mas a Divindade que está em cada um... e em todos ao mesmo tempo... pode sempre nos levar além...

Estamos em meio a profundas transformações e diante de nós há a possibilidade de nos tornarmos quem verdadeiramente somos... sem os acréscimos e as limitações do ego... Podemos acessar a simplicidade da Alma e com ela fluir livremente, fazendo a nossa parte no Plano Maior... É preciso deixar ir tudo que ainda nos prende e limita e aprender a fluir na incerteza... aprender que não precisamos nos cercar de tantas coisas, confiando que o Grande Mistério nos dá o que precisamos a cada dia... Sei que esse não é um aprendizado fácil, diante da forma pela qual aprendemos a lidar com a vida... mas é o que de melhor podemos fazer nesses tempos de tantas mudanças.

Se estamos abarrotados até o teto de coisas e de memórias, nem deixamos espaço para que o novo... o que está além de tudo que é conhecido... possa se manifestar.

Mesmo as coisas que são muito boas podem prender... e às vezes representam uma prisão muito mais difícil de sairmos dela.

Se nos apegamos, mesmo ao que é bom e queremos manter aquilo em nossa realidade, é porque ainda não confiamos que o Universo possa nos trazer algo ainda melhor...

Soltar... deixar ir... aprender a fluir com a incerteza... sabendo que ela pode ser uma fonte inesgotável de surpresas... arriscar o novo... e nos abrir para a Vida que está sempre se renovando a cada novo dia... nos dá forças para acompanhar esse tempo... que pode não ser o mais fácil... mas é o que temos e pode esconder nas aparentes dificuldades a semente da tão buscada felicidade.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Confronto de uma valoração com a liberdade para lhe determinar diferença, semelhança ou relação.

Uma das maiores fontes de sofrimento para o ser humano é sentir-se sem valor, inferior, inadequado. E isto acontece sempre que ele se compara a alguém que considera mais talentoso, mais bonito, mais seguro, ou qualquer outro atributo que se queira avaliar.
 
Para compensar seu sentimento de inferioridade, algumas pessoas passam, então, a criticar os outros, enxergando neles os defeitos que não suportam ver em si mesmos.

A única maneira de nos libertarmos deste círculo vicioso de sofrimento, é aceitar que todos, sem exceção, possuem talentos e limitações, o que os torna únicos à sua maneira.

Os que possuem uma baixa auto-estima, só conseguem enxergar em si mesmos defeitos e nenhuma qualidade. Mas é preciso entender que isto é um condicionamento, algo que lhes foi imposto, que resultou do julgamento que eles receberam do mundo exterior, e que não corresponde à realidade.

Ser capaz de descobrir suas virtudes e qualidades é a chave para que a libertação aconteça. Não existe meio mais eficaz de se chegar a esta resposta do que aprender a observar os próprios sentimentos e emoções com toda a isenção, sem levar em conta as opiniões e julgamentos alheios.







segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Que venha 2011 - Expectativas

Você já reparou como dá trabalho pensar no que é preciso fazer para o ano novo? Sim, porque cada um de nós, logo de cara em Dezembro, começa a desenhar mentalmente um esboço do que deve ser feito, de tudo o que precisa mudar e como isso não é uma tarefa fácil, ficamos todos meio cansados ou desanimados com a trabalheira acerca da desejável mudança.

Mas, por que a vida nova tem mesmo que ter início em Janeiro? Por que não seria em qualquer outro mes?
 
A resposta é simples, pois trata-se de uma convenção cultural, algo que aprendemos desde pequenos a respeitar como verdade... porém, se tivéssemos nascido no Oriente, nossas expectativas seriam bem diferentes. Alguns podem pensar que esse raciocínio não tem nenhum valor já que estamos no Brasil e o que é importante é a nossa própria vida e a realidade que nos cerca; no entanto, acredito que é bem bacana abrir a mente e tentar expandir nossa percepção porque todas as vezes que fazemos isso, nosso mundo encontra um espaço a mais de liberdade e temos uma oportunidade maior de nos abrirmos para um outro jeito de viver. Como quase sempre, a vida pode se tornar pesada e repetitiva com a rotina diária, semanal, portanto, não há nada melhor do que pensar criativamente em outras coisas.

Acho que o que me incomoda nos planos, nos planejamentos, é a expectativa de futuro, porque imagino que outros povos qualquer também tenham seus sonhos, vontades de mudar, melhorar, afinal, o mundo é assim. Fazer planos, ter sonhos é parte do jogo da vida, e não há nada de errado nisso. O que pesa são os projetos sem ação. As idéias que não são implementadas, as mudanças que jamais saem do rol das promessas. E, infelizmente, sonhos assim facilmente se transformam em pesadelos.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A REDE SOCIAL (The Social Network) - O Filme

Como uma das ultimas realizações deste blog neste ano de 2010, postei aqui um trailer do Filme Redes Sociais (the social network) para poder mostrar um pouco o que seria o conflito de 2 gerações (Geração X e Y) e também mostrar como fazemos parte de alguma rede social.

Eu recomendo.
Abraços

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O silêncio

O Natal, tornou-se comum uma louca correria em busca de presentes e alimentos que comporão a ceia. Todos se mostram animados e eufóricos para encontrar familiares e amigos, e demonstrar seu afeto, seja através dos presentes materiais ou declarando-o por meio de abraços e palavras.


Este é um momento especial, mas tal comportamento deveria ser natural ao longo de todo o ano. Entretanto, para muitos, o amor é uma lembrança que só ocorre uma vez a cada doze meses.

Lembrar-se do aniversariante também é muito valioso e, certamente, Jesus se sentiria muito mais feliz se sua mensagem fosse algo vivo e permanente dentro de nós. Mais do que a mensagem, o despertar definitivo de nossa consciência crística, a consciência de que todos, indistintamente, somos filhos de Deus. 

Mas esta verdade só pode ser desperta se fizermos do silêncio, do recolhimento e do voltar-se para dentro, uma prática constante.

Os encontros que o Natal proporciona são preciosos e emocionantes, porém, precisamos fazer com que nossa capacidade de espalhar o amor, se extenda para além de nosso circulo pessoal. 

Amar todas as formas de vida e enxergar em cada uma delas a manifestação do divino, se tornará nossa condição natural, a partir do momento em que nos sentirmos verdadeiramente unidos com toda a existência.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A ajuda chega quando estamos dispostos a nos ajudar

Muitas vezes, ficamos reclamando e pedindo incessantemente a Deus que nos ajude. Só que na verdade, geralmente, o pedido oculto é para que Ele nos salve. Queremos que um milagre aconteça para que possamos sair do buraco em que estamos -às vezes, é assim que nos sentimos-, sem que, para isso, precisemos fazer algum esforço. Acreditamos que fizemos tudo "direito", que não cometemos erros, que o que está nos acontecendo de ruim "não é nossa culpa" e, com isso, nos sentimos até mesmo vitimizados e excluídos dos Planos de Deus. Quanto mais acreditamos nisso, mais ficamos choramingando, reclamando e pedindo ajuda a "Deus e a todo mundo". Mas nunca estamos satisfeitos com a ajuda que recebemos, estamos sempre nos sentindo contrariados e não compreendidos. As pessoas que resolvem nos estender as mãos nunca o fazem da forma conforme gostaríamos e acabamos não aceitando ou não reconhecendo o apoio que nos oferecem. Desvalorizamos e desqualificamos toda a ajuda que não seja exatamente de acordo com o que queremos e acreditamos ser o que estamos precisando. 

Isto ocorre porque nosso Ego acredita saber o que precisamos e como a ajuda deve ser e acontecer. Ele só quer que melhoremos e nos sintamos bem e felizes e, para isso, busca fórmulas mágicas, práticas e imediatas de trazer aquilo que ele, em sua ignorância, necessita. O Ego quer que o mundo à nossa volta mude, ele acredita que sempre fazemos tudo certo e que os outros são errados e querem nosso mau e, para mudar o mundo, ele quer que possamos encontrar meios de nos fortalecermos, através da ajuda, para manipularmos e controlarmos a tudo e a todos. 

Se ficarmos presos a isso, só atrairemos as "ajudas erradas" e jamais estaremos prontos para receber a ajuda real e divina. E, quando esta bater à nossa porta, não a reconheceremos, pois estaremos com uma vibração tão negativa que não conseguiremos sentir e perceber a vibração divina e sutil que a real ajuda emana. 

Mesmo porque, a ajuda, nem de longe é a ideal, para nosso Ego ignorante, arrogante e prepotente. Refiro-me ao Ego desta forma, quando ele está em uma condição de desequilíbrio, pois precisamos do Ego, mas desde que ele esteja saudável e alinhado ao nosso Eu Real, e atuando em parceria e sob o comando deste. Conseqüentemente, quando a ajuda chega, o Ego a rejeita e reclama mais intensamente. Normalmente, ela contém as condições e características que mexem com a nossa realidade interna, fazendo-nos sentir incômodo e até mesmo irritabilidade, em determinados contextos. Esta é uma reação do Ego tirano que não quer de verdade ser ajudado, só quer ser salvo, para continuar no poder e controlar o mundo ao seu bel prazer. Assim, ele a descartará ou, pior ainda, fará de tudo para nos afastar dela, para não correr o risco de nosso coração se manifestar com a proximidade da vibração e nos fazer sentir e perceber que essa é a ajuda que de verdade precisamos. O coração nos dirá: Ela parece estranha, dará trabalho para sair disto e assumir a responsabilidade, mas é desta ajuda que preciso e que vou aceitar! 

Mas o Ego abomina toda e qualquer possibilidade, mínima que seja, de que nosso coração se desperte diante de um apoio verdadeiro. O coração nos levará à entrega ao nosso Eu Real e, este sim, sabe que tipo de ajuda realmente precisamos. 

Esta ajuda nos trará todas as condições iniciais necessárias para que possamos de verdade sair do atoleiro em que nos colocamos. Sim, nós nos colocamos, não é a vida nem ninguém que faz isso conosco. Portanto, aqui já deparamos com a auto-responsabilidade e esta nos dá trabalho e nos assusta. Aqui o Ego se defende e se manifesta, e nos faz sentir uma imensa preguiça e nos faz acreditar que será impossível sair do atoleiro através das opções de apoio apresentadas. 

A ajuda realizada com com fé, nos mostra que o caminho verdadeiro que nos tirará do atoleiro, é o caminho para dentro. De qualquer forma que essa ajuda se manifeste, ela nos levará a olhar para dentro de nós para encontrarmos todas as respostas, aspectos negativos, verdades ocultas, conhecermos a nossa responsabilidade sobre tudo o que nos acontece e, principalmente, nos levará a encontrar todos os potenciais, capacidades, ferramentas e dons necessários, não só para sairmos do atoleiro, mas, principalmente, para darmos uma guinada em nossa vida e nunca mais retornarmos à condição lamentável em que estávamos. 

Com isso, nossa consciência desperta para esta verdade, mas de uma forma que nos leva para além de um simples conceito -conforme estamos cansados de saber-, e nos leva a sentir essa verdade no fundo do nosso coração. Conseguiremos compreender com a alma o significado daquilo que viemos ouvindo por muito tempo, mas que nunca conseguíamos de fato trazer para nossa realidade divina e verdadeira, trazendo-nos, assim, as possibilidades de verdadeiramente efetuarmos mudanças e realizarmos nosso propósito de vida. 

Essa ajuda nos mostrará que de nada adianta mantermos a condição anterior, de buscar ajuda da forma errada e sem querermos fazer nossa parte, e de nunca estarmos satisfeitos com o apoio que recebemos, sempre exigindo mais e mais das pessoas que nos ajudam, mas nunca aproveitando e apreciando o que nos oferecem. Ou fazemos a nossa parte e buscamos nossas realizações ou ficaremos eternamente atolados em nossas próprias armadilhas. 

Se estivermos verdadeiramente dispostos e prontos a nos ajudar, a ajuda divina chegará e a reconheceremos imediatamente. E, principalmente, saberemos como aproveitá-la e como utilizá-la de forma sábia em nossa vida. 

Deixo aqui uma sugestão: Ajude-se, tome uma atitude madura diante de si mesmo e só busque ajuda se, de verdade, estiver disposto a sair de suas dificuldades, com seus próprios recursos internos. O apoio que vier em verdade será apenas para te fazer acreditar mais em si mesmo para que prossiga com segurança e determinação. 

sábado, 18 de dezembro de 2010

Temos mais a agradecer que lamentar... Feliz Natal!

Novamente, Natal... época em que lembramos de um menino pobre que, nascido numa manjedoura, trouxe para este mundo hostil uma unica certeza: "que o ser humano vale somente pelo que é e que faz, nunca pelo que possui".


Nasceu pobre, e, no entanto, preencheu corações de significado, de alegria, amor, e esperança de um mundo melhor e mais humano.O Natal chegou e mais uma vez temos nossas esperanças renovadas, sempre confiando nas palavras amigas Dele - O Cristo, que o dia da separação do joio e do trigo chegaria, e, nós, repensamos valores, refletimos em tudo que fizemos durante o ano, e, passado o dia que comemoramos seu nascimento, começamos tudo novamente... de onde paramos, muitas vezes, sem dar um passo atrás nas atitudes impensadas e, pedir perdão, seu maior ensinamento.

E Aquele que norteia o real significado dessas comemorações volta para altares de pedras, templos superficiais, como as lágrimas derramadas de muitos olhos nada verdadeiros.

A verdadeira sintonia entre nós e o Cristo requer a prática diária de tudo que é falado durante as Festas Natalinas mas, nada praticado durante um ano inteiro.

Vemos famílias se degladiarem, crianças e animais serem abandonados, amigos virarem as costas para quem sempre lhes foi fiel e dedicado, pessoas influentes mentirem descaradamente e acreditarem realmente naquilo que falam, pessoas que viveram tantas coisas juntas prejudicarem seu parceiro apenas por ganância, outros traírem suas parcerias na fé e confiança depositadas neles, e, poderíamos escrever uma lista sem fim, de falta de amor, de generosidade e comunhão.

Muitos perdem a fé, mas, se estivermos centrados no coração e confiantes naquilo que foi dito pelo Mestre, sentiremos a Mão que nos guia, ouviremos a verdade que liberta, e, sentiremos Seus braços nos enlaçando num aconchego que nada nesse mundo substitui. Sentiremos paz e harmonia invadir o coração. 

Por que não fazer deste Natal um marco em nossas vidas, estabelecendo uma meta, a de fazer a nossa parte para criar um mundo melhor?

Mesmo passando por situações muito difíceis, podemos sempre olhar o lado bom de tudo. E nada é mais importante que o aprendizado e crescimento que tiramos de cada obstáculo, portanto, mesmo na dor só temos a agradecer e procurar fazer diferente...

Se recebemos ingratidão daqueles que considerávamos amigos, podemos dizer: só me importa o sentimento de amizade sincera que eu tenho por você... Feliz Natal, amigo!

Se o fizeram chorar, diga: dos meus olhos emanam os mais sinceros sentimentos. Desejo-lhe, força, luz, e muita alegria na vida... Feliz Natal!

Se sentiu o peso da traição, deseje multiplicar amor e união... que você encontre o afeto, o carinho, alguém para entregar, para dividir, estar junto e perdoar... Feliz Natal!

Se foi desacreditado, diga: que você seja preenchido de muita confiança na união, na ternura, e que a compreensão daqueles que o rodeiam sejam um alívio para seu coração... Feliz Natal!

Se sentiu solidão, ore! Amor e amizade são atitudes profundas e nada superficiais. Que você encontre repouso na alma, que receba o conforto das amizades verdadeiras e sensíveis. Feliz Natal!

Se não foi compreendido, desejo-lhe as bênçãos da misericórdia, e o presente da solidariedade. Feliz Natal.

Se o deixaram triste, diga: não quero ver você chorar, pois sei que é forte, e seu coração se cobrirá de alegrias... Feliz Natal.

Sorria sempre, porque temos muito mais a agradecer que lamentar.

Que todos possam fazer deste dia e de todos os dias de suas vidas, presentes especiais, entendendo que o nosso tempo é curto para desperdiçarmos com sentimentos menores, então, que nossas palavras sejam condizentes com nosso Caminho espiritual.

Um Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Os fios da nossa vida

Toda vez que amamos uma pessoa lançamos, por assim dizer, um fio de nossa energia sobre ela, o que cria uma conexão viva entre os dois campos vibratórios, mesmo à distância. Dessa forma, "sentimos" quando ela não está bem ou quando pensa em nós intensamente.
 
Projetamos esse fio de conexão também sobre os amigos, as pessoas que gostamos, os projetos que temos; toda vez que nos identificamos com alguém e alguma coisa, lançamos nela uma parte de nossa energia, criando o vínculo.
 
Da mesma forma, quando odiamos alguém ou temos medo de algo, também nos ligamos energeticamente, mesmo sem querer. Quantas vezes ouvimos falar de pessoas que durante anos e anos ficaram presas entre si pelo ódio, sempre realimentado, sem conseguir seguir adiante na sua vida...
 
As situações mal resolvidas no passado formam muitas vezes uma rede de fios que carregamos nas costas (à imagem dos cães que arrastam na neve os trenós nos países gelados ) - continuamos arrastando as lembranças e culpas pela vida afora - e empenhando tanta energia nisso que pouco sobra para estarmos disponíveis para o presente. Ficamos, literalmente, amarrados ao passado.
 
Vivemos, assim, em meio a uma rede de fios que nos liga às pessoas, situações, ideais, medos, lembranças e esperanças.
 
Esse vínculo pode ser muito prazeiroso em certas situações, como quando amamos; mas quando o contato termina, muitas vezes sentimos que "uma parte de nós" ficou com o outro. Embora estejamos nos referindo aos sonhos e expectativas, isso ocorre realmente em termos energéticos.
 
É necessário "puxar o fio de volta", resgatar a energia que ficou projetada sobre o outro, e Integrá-la novamente em si mesmo. Voltar a estar inteiro.
 
O perdão é uma forma de fazer isso. Ao perdoar o outro, abrimos mão de toda expectativa lançada sobre ele e com isso trazemos de volta toda a nossa energia que com ele estava - seja sob a forma de amor, mágoa, raiva ou desejo de vingança. Ao liberar o outro, nos libertamos também.
 
Da mesma forma, ao resolvermos internamente alguma situação do passado - aceitando as coisas da forma como aconteceram, mesmo que não tenha sido da maneira como esperávamos - recebemos de volta a energia lá investida e que até aí estava paralisada.
 
Ao fazer isso, fecha-se a brecha, e nos tornamos mais completos novamente. O que o outro faz não nos afeta mais. O que aconteceu é passado. Nos tornamos mais atentos ao presente. E, principalmente, mais disponíveis para a vida.

sábado, 27 de novembro de 2010

Mudanças e sintonias

Em diferentes estações de nossa vida acontecem mudanças. Algumas sutis, outras surpreendentes. Algumas pequenas, outras grandiosas. Umas lentas, outras velozes. Cada fase e cada mudança tem um ritmo. A sintonia desse processo é única para cada pessoa. Muitas vezes algumas mudanças incomodam muito os outros e fico pensando que isso ocorre porque elas acionam o sinal no outro de que é preciso também mudar. Mudar exige coragem.

O certo é que, quando mudamos, a "segurança" é abalada porque iniciamos um caminho desconhecido. Até que ponto essa "segurança" se torna uma prisão? Será mesmo tão ruim se sentir inquieto e buscar respostas que nos colocam diante de desafios? Ou será o contrário? Há quem prefira fugir de suas marcas tentando apagá-las a qualquer custo. Estou aprendendo que é melhor encará-las de frente porque nossas marcas, mesmo as mais doloridas, são parte de nossa história. 

Você com você e os elos que nos ligam aos outros formam uma rede tecida com muitas emoções, personagens e passagens. Tenho feito o exercício da retrospectiva e vou pontuando na rota de minha trajetória pessoas e situações que me transformaram no que sou. Há pessoas na qual me reconheço e há pessoas que se reconhecem em mim. Há lugares no qual sempre estarei. Há objetos que "é a minha cara" como diz minha filha. Há uma identidade que construimos e que reflete tanto o que somos. Há também o espírito aprendiz renovador que pulsa em nosso DNA e nos faz mudar. É preciso nutrir o terreno para que ele continue fértil. Não permita que seu solo seja cimentado. A água e os nutrientes precisam de fluidez.

Pensar na terra me fez lembrar a importância de podar os galhos secos. Ao se desfazer de cada galho seco de minha planta, fiz uma sintonia com a necessidade que temos de renovar nossa energia para iniciar uma nova estação. Refleti sobre certas pendências que fui adiando com a velha desculpa do deixar para depois e vi que é melhor não perder o tempo certo da poda para que a nova folhagem nasça com mais vigor. Esse período de transição de estações é muito significativo porque promove mudanças de clima não só nos noticiários do tempo. Quantas vezes nos paralisamos diante dos desafios da transição? É preciso força para fazer a passagem e isso muitas vezes representa encerrar contratos desgastados. Sugiro que você quebre aqueles galhos secos que não mais irão florir.

Este ano voltei a caminhar e elevei minha sintonia comigo mesmo. Os passos sintonizados com mudanças estão em curso. Mudar é difícil, por isso, aprecio tanto a citação do Dalai Lama "Seja a mudança que você quer ver no mundo". 

Ouvimos tantas reclamações de pessoas que dizem ser necessário mudar isso ou aquilo e não têm a iniciativa de tecer um diálogo consigo mesmo: Você com você, experimente! Talvez você se desconheça em alguns momentos para voltar a se reconhecer melhor. É como desaprender para reaprender. E abrir seus sentidos para aprender é o caminho para seguir melhorando. 

Dicas fantásticas para ficar pobre - por LIMA, André

Vou listar alguns comportamentos que são verdadeiros ladrões de prosperidade, e que muitas vezes não temos a consciência do quanto são prejudiciais. Todos estão ligados, de uma forma ou de outra, ao pensamento de escassez. Portanto, se você quiser plantar problemas financeiros, pratique o seguinte: Fale mal dos ricos. Diga que são todos arrogantes, desonestos, corruptos, generalize mesmo, diga que não há exceção, e que se houver, você nunca conheceu uma. Assim, você fará de tudo para nunca ser um deles. Se você fala só um pouquinho mal dos ricos, então você também fará somente um pouquinho para não se tornar um deles. 


- Fale mal do dinheiro: Diga que é fonte de todo mal, da ganância, que corrompe as pessoas. Associe todo tipo de pensamento e sentimento negativo a ele, dessa forma você desejará que ele fique bem longe. 



- Reclame das contas que você tem a pagar: Sempre que chegar uma conta, se aborreça bastante. De preferência, tenha uma azia. Diga o quanto ela é absurda e o quanto as empresas são ladras e exploradoras. Pode ser qualquer conta: água, luz, telefone, condomínio, escola das crianças, cartão de crédito, parcela do carro. Nunca reconheça os benefícios que os serviços que utilizados trouxeram pra você. Reclame bastante, gaste muita energia com isso. Quem sabe assim na próxima vez a conta vem menor. 



- Seja mesquinho: Não doe nada nunca. O que é seu é seu. Ajudar? Pra quê? Se a vida já estão tão difícil e você lutou tanto... Além do mais, tem muita corrupção nas instituições. Não dá pra confiar em ninguém, seu dinheiro vai ser roubado se você doar. Guarde tudo pra você, afinal de contas, não sabemos o dia de amanhã. 



- Leia e colecione todo tipo de notícia ruim sobre a economia: Assista atentamente aos noticiários, leia todas as reportagens. Toda vez que tiver uma notícia ruim a respeito da economia, preste muita atenção. Se for revista ou jornal, recorte e guarde para você não esquecer. Isso não vai deixar você pessimista, mas sim, realista. Você é uma pessoa que precisa e gosta de estar bem informado para poder se prevenir. 



- Atribua a sua situação econômica e a dos outros à sorte ou ao azar: Quando vir alguém muito bem financeiramente  diga que foi sorte. Quando você estiver mal, diga que foi azar. Reze bastante para que a sorte bata à sua porta e você possa finalmente prosperar, quem sabe até mesmo, ganhar na loteria. A verdade é que você tem pouca ou nenhuma influência sobre a sua vida financeira e só é possível ter esperança contando com a sorte mesmo. 



- Fique revoltado quando souber de alguém que ganha um salário altíssimo: Não é justo que um artista ou um jogador de futebol ganhe tanto. Afinal de contas, você e outras pessoas estudaram mais, são mais inteligentes e não ganham uma fração do que eles ganham. Fique bastante revoltado. Quem sabe assim o salário deles diminui e o seu cresce. 



-  Pechinche ao máximo, sempre: Quando for contratar alguém para realizar qualquer tipo de serviço, sinta-se feliz em conseguir fechar tudo a um preço inacreditavelmente baixo. Faço isso até mesmo quando for comprar coisas quem têm valor irrisório, tipo o amendoim na praia ou pamonha na rua. Parta do princípio que todos são exploradores e oportunistas e que você precisa se proteger. Quando alguém prestar um serviço surpreendentemente bom, nada de dar gorjetas ou elogios, pois a pessoa não fez nada além da sua obrigação. 



- Culpe aos outros pela sua situação financeira: Culpe o governo, seus pais, seu ex-marido ou sua mulher, os filhos, seu sócio e etc... Se possível xingue todos eles três vezes por dia. Assim, quem sabe eles tomam consciência e vão deixar de atrapalhar sua vida e você vai prosperar muito. 



- Tenha vergonha de prosperar: Quando alguém elogiar algo que você tem, diga que comprou na promoção, dividido em dez vezes no cartão! Pode ser uma viagem que você fez, um relógio, uma roupa, não importa. Você é uma pessoa modesta, humilde e não quer ser confundido com um rico esbanjador e ganancioso. Além disso, você ainda vai evitar muita inveja. 



- Sempre que puder, leve vantagem sobre algo ou alguém: O mundo é dos espertos. Só assim se conseguem ganhar bem. Sendo assim, falsifique carteira de estudante para pagar meia entrada (ou peça a de alguém emprestada, pra não correr o risco de ser preso), venda um serviço fazendo propaganda enganosa, prometa e não cumpra, peça uma grana emprestada e não pague... As pessoas não vão confiar em você  depois, mas o que importa isso? Você já teve a vantagem e já se deu bem. Ah sim, quando a conta do restaurante vier faltando alguma coisa, não avise ao garçom de jeito nenhum! O restaurante já é muito rico e só quer se dar bem em cima de você; você merece dar esse pequeno troco neles.       



Bem, esses são apenas alguns comportamentos fantásticos para criar pobreza. Depois estarei dando mais dicas... boa sorte! 


André Lima - EFT Practitioner, Terapeuta Holístico, Mestre de Reiki e Engenheiro.